A Igreja Adventista do Sétimo Da promove desde o passado dia 4 até ao próximo dia 14 um programa especial de oração, subordinado ao princípio de reavivamento e reforma que tem vindo a ser incentivado. Por todas as partes do mundo, os irmãos são convidados a reunirem-se para num espírito unido suplicarem o poder que precisamos para enfrentar o duro, mas entusiasmante, tempo que se avizinha.Tenho visto alguns muito empenhados nesta nova dinâmica que tem vindo a ser proposta desde que o Pr. Ted Wilson assumiu a presidência mundial da Igreja. Por outro lado, alguns irmãos mais velhos dizem-me que não é a primeira vez que a Igreja, mesmo a nível mundial, se procura envolver numa renovação e reconfirmação espiritual que a prepare para o derramamento final do Espírito Santo.
Numa análise que arrisca alguma negligência ou até mesmo mais lamentação do que responsabilidade, poderíamos simplesmente dizer que, entre todos estes sucessivos movimentos, algum deles terá que ser o decisivo. Mas creio que devemos antes tentar perceber o porquê de no passado algo ter falhado, algo não se ter concretizado da maneira que esperaríamos. E que Deus gostaria.
Não tenho dúvida que muitos terão sido reavivados, reformados e renovados no seu compromisso com Deus e a Sua Igreja em vários momentos no passado. Mas aquilo que todos gostaríamos, era de ver a Igreja, o coletivo, o grupo, todos nós com um novo ímpeto que se torne imparável.
Sim, sei que nunca irá suceder estarem assim todos como um só, no exercício da missão que Deus entregou. Mas, em algum momento, notar-se-á na Igreja que esse reavivamento irá prevalecer e demonstrar-se, finalmente, eficaz.
Por aqui, tento perceber que o que talvez tenha falhado antes foi que não houve sequência ao que foi iniciado. No fundo, houve um momento e não um movimento. Após aquele ardor inicial, deixamos que algo nos abatesse o ânimo, o empenho, a entrega, a devoção, e acabamos por esmorecer para voltar à mornidão laodiceana que, infelizmente, nos atinge.
Então, o que fazer depois de 14 de janeiro?
Temos, em termos concretos, duas simples hipóteses: seguimos com o espírito e a alma renovados no Senhor, ou decaímos para a prática habitual que só nos degrada e adormece espiritualmente...
Estou convencido que a Igreja é o reflexo daquilo que cada um de nós é individualmente. Assim, não adianta ficar à espera do Pastor e dos líderes; cabe a cada um decidir continuar com esse compromisso de despertamento da sonolência que temos vindo a evidenciar há demasiado tempo.
Se assim não for, estes dez dias terão sido apenas e só um programa, e nada mais do que isso.



































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