20 Novembro 2009

Novo programa na rádio pública: 'Tempo de Esperança'

A Antena 1, rádio pública portuguesa, começou a transmitir recentemente o programa A Fé dos Homens.

Trata-se de um programa de divulgação religiosa, no qual se inclui a Igreja Adventista do Sétimo Dia portuguesa. Este formato está há alguns anos disponível na televisão, tendo sido agora trazido para a rádio.

Na noite passada, foi para o ar a primeira intervenção da Igreja Adventista, uma curta mensagem de reflexão.

Ouça de seguida o primeiro tema que foi levado pelas ondas da rádio a todo o Portugal.


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19 Novembro 2009

Legião - novo filme para 2010

Nas últimas semanas, este e outros blogues fizeram referência ao recente filme 2012, e a como este tipo de cinema apocalíptico facilmente lança a confusão na mente das pessoas, a ponto de não se tornar tão óbvia o quanto desejável a distinção entre ficção e realidade (da mesma forma, proporcionou a oportunidade para apresentarmos o que a Bíblia diz sobre o assunto, reconheço).

Este não é um dado novo. O cinema é uma das maiores ferramentas que o inimigo de Deus tem usado para desviar a mente do Criador. Será por isso sem surpresa que, à medida que cada vez menos tempo lhe resta, ele intensifique os seus esforços de engano e contrafação, usando este método que tanto sucesso lhe tem garantido nas últimas décadas.

Agora, por favor, preste bem atenção neste outro caso que lhe quero apresentar, caso ainda não conheça.

Está previsto para o próximo ano a estreia de um filme intitulado 'Legion' ('Legião' - desde já uma pergunta: o que lhe faz lembrar este título?...). Segundo o que já se sabe sobre este projeto, o enredo é o seguinte (sugiro que se sente bem antes de ler)...

'Após um terrível apocalipse bíblico atingir o mundo, um grupo de estranhos presos num remoto restaurante de auto-estrada do Sudoeste, tornam-se involuntariamente a última linha de defesa da humanidade ao descobrirem que a jovem empregada de mesa do restaurante está grávida do Messias.'

Alguns resumos (não confirmados oficialmente), incluem as seguintes frases:

'O que acontece quando Deus fica cansado de nós, reles humanos, e decide começar tudo de novo? Bem, nada de bom, isso é certo.'

'Quando Deus perde a crença na humanidade, ele envia a sua legião de anjos para trazerem o Apocalipse. A única esperança da humanidade está num grupo de estranhos presos num restaurante no deserto e no Arcanjo Miguel.'

Veja duas imagens deste filme que já foram divulgadas. E faça a si próprio a mesma pergunta feita antes: o que é que estas figuras me fazem lembrar?

Um anjo voltado de costas? E nesta última imagem, reparou no formato em cruz que fazem as chamas?

Percebeu como se desvirtua e lança o descrédito sobre a mais bela história de sempre? Como se reduz à banalidade de um argumento tratado e alterado pela própria conveniência de mãos humanas, a maior (e urgente!) mensagem que este mundo precisa saber?

Concluo que com este - entre outros - entupimento de perceções, a mente das pessoas nem pensará quando a verdadeira história lhes for contada; será, julgarão elas tragicamente, apenas mais um filme...

Colaboração: Nuno Neves

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Novo cabeçalho para 'O Tempo Final'

Um dos blogues referenciados na barra lateral deste espaço é o Literalmente Verdade. Esta semana fui agradavelmente surpreendido por um amável gesto do seu editor, Jean R. Habkost, que, a propósito da passagem do primeiro aniversário de 'O Tempo Final', editou uma belíssima imagem de cabeçalho para este blogue.

Creio que os elementos presentes representam muito bem o objetivo deste espaço: por um lado, o tempo deste mundo rapidamente se escoando; por outro, Jesus, Senhor do Universo, trazendo a Sua luz para salvação de todos. Finalmente, um solene texto da Escritura que está em Apocalipse 14:7, anunciando e proclamando a mensagem final que, como Adventistas do Sétimo Dia, nos habituamos a amar.

Agradeço sinceramente ao irmão Jean a gentileza que teve; fez um excelente trabalho que enriquece esteticamente este blogue.

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Evangelização online: folhetos em pdf

Recebi da parte do irmão Emerson, editor do blogue Mensageiros da Verdade, um interessante folheto evangelístico em formato .pdf que ele elaborou, e que demonstra bem o potencial que está ao nosso dispor através dos ministérios online.

Tenho defendido que esta é uma ferramenta ideal para os tempos finais que vivemos. Como tal, julgo de enaltecer todas as iniciativas válidas neste sentido. Creio também que apenas na eternidade saberemos o alcance que este serviço atinge.

Assim, partilho com os leitores o folheto Tempo do Fim (depois de clicar na ligação, clique em 'Click here to start download').

Uma vez que Ellen White usou a expressão 'como folhas de outono' para descrever a divulgação que as nossas páginas escritas deveriam ter, não lhe parece que ela diria o mesmo sobre as páginas em formatos digitais que usamos hoje?

Eu creio que sim! Por isso incentivo os leitores a não só estudarem a Bíblia, como também a partilharem as suas reflexões baseadas nas Escrituras para que fiquem ao alcance dos amigos e conhecidos que usam a internet e o computador.

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16 Novembro 2009

Como ler Ellen White no século XXI

Autor: Pr. George R. Knight, historiador Adventista, ex-professor na Universidade de Andrews. Atualmente, 
jubilado, mora em Rogue River, Oregon, EUA

O que devemos fazer com uma escritora que aconselha as mulheres a encurtar os vestidos em vinte centímetros, num mundo em que muitas já os usam curtos demais, ou que recomenda que as escolas adventistas ensinem as meninas a arrear e montar cavalos, quando a maioria delas nunca precisará desse conhecimento?

Parte do problema é que o mundo mudou radicalmente desde o tempo em que Ellen White viveu. Esse, porém, não é o único aspecto que os leitores do século XXI precisam levar em consideração quando leem e procuram aplicar os conselhos de um profeta que viveu em tempo e lugar diferentes. Abaixo estão dez orientações que ajudarão nossa leitura dos escritos de Ellen White a se tornar mais proveitosa e equilibrada. (1)

1. Concentre-se no assunto principal.

Uma pessoa pode ler os escritos de Ellen White de duas maneiras, pelo menos. Uma é buscando o tema central; a outra é procurando coisas que são novas e diferentes. O primeiro modo nos leva a uma compreensão mais acurada, enquanto o segundo leva a distorções no sentido proposto pelo autor e geralmente leva a extremos, o que Ellen White detestava. Ela mesma defendia o estudo da Bíblia mediante o qual os leitores procuram “ganhar conhecimento do tema central ‘da Bíblia’”. Para ela, esse tema era o plano da redenção e o grande conflito entre o bem e o mal. “Encarado à luz deste conceito”, o grande tema central da Bíblia, “cada tópico tem nova significação” (Educação, p. 190, 125).

Em resumo, seu conselho era ler para compreender o todo. O quadro geral mostra o contexto para interpretar outros assuntos, tanto em termos de significado como de importância. Esse princípio, além dos escritos de Ellen White, aplica-se igualmente à Bíblia.

2. Enfatize o que é importante.

No início do século XX, quando alguns líderes da igreja usavam os escritos de Ellen G. White para provar certos pontos proféticos que ela cria serem de menor importância, ela escreveu que “o inimigo de nossa obra se agrada quando um assunto de menor importância pode ser usado para desviar a mente de nossos irmãos das grandes questões que devem constituir a preocupação de nossa mensagem” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 164, 165).

3. Estude todas as informações disponíveis sobre o assunto.

O neto e biógrafo de Ellen White, Arthur White, destacou esse assunto quando escreveu que “muitos têm errado ao interpretar o significado dos testemunhos tomando declarações isoladas ou fora do contexto como base para crença.

Alguns fazem isso, mesmo que existam outras citações que, se consideradas com cuidado, mostram que tomar posições baseadas em declarações isoladas, é insustentável”. (2)

4. Evite interpretações extremistas.

Por não seguir as orientações que Ellen White deu, alguns indivíduos recriam essas orientações de uma forma extremista, como eles próprios. Durante toda a sua vida, a tendência dela foi pela moderação que, infelizmente, falta em alguns que alegam ser seus fiéis seguidores. Por exemplo: alguns utilizam uma declaração em que Ellen White mostra desagrado com o jogo de bola para condenar todos os tipos de jogos, ao passo que ela mesma escreveu: “Não condeno o simples exercício de brincar com uma bola; mas isto, mesmo em sua simplicidade, pode ser levado ao excesso” (O Lar Adventista, p. 499). Como em muitas situações, Ellen White foi moderada, em vez de extremista.

5. Tome em consideração tempo e lugar.

Por causa das mudanças no tempo e no espaço, é importante compreender o contexto histórico de muitos dos conselhos de Ellen White. Só podemos considerar seu conselho de encurtar o vestido em vinte centímetros como algo apropriado para as mulheres do século XIX. Nunca poderíamos usar essa citação como se ela tivesse escrito para o tempo da minissaia. “Quanto aos testemunhos”, Ellen White escreveu, “coisa alguma é ignorada; coisa alguma é rejeitada; o tempo e o lugar, porém, têm que ser considerados” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 57). Repetidamente, ela deu esse conselho ao longo de seu ministério.

6. Estude cada afirmação em seu 
contexto literal.

Com muita frequência, as pessoas baseiam sua compreensão dos ensinos de Ellen White no fragmento de um parágrafo ou numa afirmação isolada, totalmente fora do contexto. Falando sobre o mau uso que alguns fazem dos seus escritos, ela escreveu que: “Citam metade de uma frase, e omitem a outra metade, a qual, se fosse citada, mostraria que o raciocínio de quem assim procede, é falso” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 82).

7. Reconheça a compreensão de Ellen White sobre o ideal e o real.

Frequentemente, Ellen White dava conselhos sobre o mesmo assunto, sob dois aspectos. O primeiro pode ser considerado como o ideal. Nesse aspecto, as declarações não permitem exceções. Um exemplo é o conselho em relação ao ideal de que os pais deveriam ser os “únicos professores de seus filhos até alcançarem a idade de oito a dez anos” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 137). Por outro lado, quando ela trata com situações do cotidiano do mundo, frequentemente seu conselho é ajustar as necessidades reais do povo com suas reais limitações. Embora tenha moderado seu conselho para que os pais sejam os “únicos” professores ao acrescentar que esse ideal deveria ser mantido, “se” tanto o pai como a mãe desejassem fazer o trabalho. Se não, as crianças deveriam ser enviadas à escola (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 215-217).

Ellen White nunca perdeu seu senso de ideal, mas estava pronta a acomodar seus conselhos para se adequar à realidade do mundo. Um dos aborrecimentos de sua vida foi com aqueles que coletavam suas afirmações do ideal procurando apenas “impô-las a todos, e, em vez de ganhar almas, repelem-nas” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 284-288).

8. Use o bom-senso.

As citações de Ellen White não resolvem todos os problemas. Às vezes, simplesmente não encaixam. Quando surgiram alguns problemas porque estavam mencionando suas declarações de que os pais deveriam ser os únicos professores de seus filhos até os 8 ou 10 anos de idade, ela respondeu dizendo que “Deus deseja que lidemos sensatamente com esses problemas”. Ela estava sendo provocada pelos que tomaram uma atitude dizendo: ‘Ora, a irmã White disse assim e assim, e a irmã White falou isto ou aquilo; e, portanto, procederemos exatamente de acordo com isso.’” Sua resposta para tais pessoas foi: “Deus quer que todos nós tenhamos bom-senso, e deseja que raciocinemos movidos pelo senso comum. As circunstâncias alteram as condições. As circunstâncias modificam a relação das coisas” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 215, 217). Seu conselho foi que os leitores precisavam usar bom-senso, mesmo quando tinham uma citação sua sobre o assunto.

9. Descobrir os princípios implícitos.

Na virada do século XIX para o XX, Ellen White escreveu que seria bom que “as moças pudessem aprender a arrear e cavalgar” (Educação, p. 216, 217). Aquela era uma prática em seus dias, mas não mais hoje. Os princípios implícitos nesse conselho, entretanto, ainda são muito importantes. Ou seja, as mulheres devem ser auto-suficientes ao locomover-se. Portanto, em nossos dias, devem ser capazes de dirigir um carro e trocar um pneu. A especificação exata do conselho pode mudar, mas o princípio implícito tem valor permanente.

10. Tenha certeza de que isso foi dito por Ellen White.

Muitas declarações atribuídas a Ellen White nunca foram feitas por ela. O único método seguro é usar declarações que podem ser encontradas em seus trabalhos publicados ou não publicados, mas validados pelo Departamento de Pesquisas Ellen White. Muitos têm sido desviados por declarações que ela nunca fez, mas que são atribuídas a ela.

Os escritos de Ellen White têm sido uma bênção a leitores em todo o mundo. E serão muito mais eficazes se forem lidos tendo em conta as orientações acima.

(1) Discussão mais detalhada sobre esse assunto pode ser encontrada em George R. Knight, Reading Ellen White: How to Understand and Apply Her Writings (Hagerstown, Md.: Review and Herald Publishing Assn., 1997).
(2) Arthur L. White, Ellen G. White: Messenger to the Remnant (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Assn., 1969), p. 88.



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15 Novembro 2009

O triste final de Robert Enke

Esta imagem refere-se a uma cerimónia fúnebre, realizada hoje. Um jovem de 32 anos, Robert Enke, modelo de muitos por ser guarda-redes de futebol numa equipa da primeira divisão do campeonato alemão, decidiu terminar com a sua vida, colocando-se na trajetória de um comboio a alta velocidade.

Porquê? Porque temos de lidar com este tipo de tragédia, que a todos choca e deixa sem saber ao certo o que pensar?

Há alguns anos, Robert tinha perdido uma filha. Agora, oito meses depois de ter adotado uma menina, ele não conseguiu encontrar uma razão mais para viver, desistiu e abandonou tudo.

Tudo, menos uma coisa: Robert terá ainda de se apresentar perante o tribunal divino. Ao contrário do sugerido durante o funeral, o próximo encontro dele não será com a filha falecida; será, sim, com o Autor da vida, prestando contas por tudo o quanto se passou durante os 32 anos que quis viver.

Será que nesse dia, tragicamente, Robert só poderá dizer aquilo que o seu ato nos transmite, isto é, 'eu não tive mais esperança'?

Enquanto vivemos, por muito duras que sejam as circunstâncias da vida, há esperança em Jesus!

E, na decisão final referente à vida eterna, este é o único fator que pode fazer a diferença para qualquer um de nós. Sim, porque infelizmente para Robert Enke já não há mais oportunidade...


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Sítio web transforma traição em felicidade

'As pessoas comprometidas que queiram dar 'facadinhas no matrimónio' já têm um sítio onde podem fazê-lo de forma discreta. Ainda antes da chegada do Gleeden português, já há milhares de utilizadores nacionais.

Apresenta-se como um "jardim da felicidade", mas a escolha do fruto proibido para símbolo deixa antever que este não é um local pensado para juntar almas gémeas, mas para juntar aqueles que querem ter uma relação extraconjugal sem serem apanhados. Gleeden, o novo site de encontros na Internet, tem um objectivo claro: juntar pessoas casadas ou comprometidas que queiram ser infiéis.

É tudo feito com a garantia da maior discrição, assegurada em parte pela mensalidade que é preciso pagar para se inscrever e manter os contactos. E, apesar de a versão portuguesa ainda não ter sido lançada, esta página já conta com 1500 portugueses inscritos, com idades entre os 30 os 40 anos.

A adesão portuguesa a este novo suporte para a infidelidade é para o psicoterapeuta Rui Ferreira Nunes um sinal dos tempos. "As pessoas, principalmente dos 20 aos 30 anos, estão mais abertas e ter casos extraconjugais é quase legítimo", explica. Assim, muitos casais de hoje "começam a aceitar a traição como um paradigma da relação", acrescenta.

O terapeuta de casais considera que nas relações actuais se nota "uma grande dificuldade em investir numa ligação. Já não há a história do casamento para toda a vida, as pessoas partem logo do pressuposto que não é preciso grande esforço para estar com alguém". Uma ideia reforçada pelas várias formas de encontrar alguém nos dias de hoje.

Além do site que facilita as infidelidades, existem ainda outros que oferecem desculpas para justificar ausências. Desde colóquios, viagens e cursos de culinária, muitos são os álibis que se podem comprar para não ser apanhado numa 'escapadela'.

Apesar de ser socialmente reprovável, a traição é, segundo o terapeuta Rui Ferreira Nunes, "uma fantasia comum". Mais complicado é quando se torna real. "As pessoas muitas vezes não pensam nas consequências dessas fantasias", considera.

De facto, o especialista revela que nas suas consultas é patente "uma certa infantilidade". "Só se pensa no prazer imediato e esquecem-se todos os benefícios de investir numa relação". (...)

Sendo apresentado como uma forma segura de trair, o mais difícil de ultrapassar pode ser mesmo o sentimento de culpa. Porém, os responsáveis do site dão uma ajuda e lembram que 75% dos infiéis nunca se arrependeram. Outras estatísticas mostram ainda que, por exemplo, metade dos espanhóis teria uma relação extraconjugal se tivesse oportunidade.'

Fonte: Diário de Notícias (negritos meus para destaque)

Não será preciso comentário algum; o especialista entrevistado já disse o bastante... Mas relembro apenas o seguinte: cada vez mais este mundo está parecido com o de Noé e o de Sodoma...


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Que espécie de líderes e liderados somos nós?

Autor: Felipe Lemos, jornalista, acessor de imprensa da IASD na América do Sul, editor do blogue Realidade em Foco

Centenas de títulos são escritos, todos os anos, sobre liderança no mundo inteiro. Há verdadeiros bestsellers que constam dos principais cursos de administração, marketing, etc. Os grandes nomes da liderança mundial não se cansam de palestrar, escrever e aconselhar executivos, CEOs das grandes companhias multinacionais com fórmulas novas ou mesmo velhas e atualizadas sobre como liderar com êxito.

Já li muito a respeito, mas continuo com a Bíblia Sagrada. Os ensinamentos ali contidos são sempre abrangentes, modernos e estão em plena coerência com as necessidades de hoje.

Quer ver um exemplo? Está no livro de Números. Sim, o quarto livro na sequência como conhecemos a Bíblia no idioma português cuja autoria é atribuída a Moisés, o grande profeta libertador do povo de Israel antigo. Ali há uma história curiosa e que até causa um certo desconforto a uma primeira leitura.

Diz o relato que três homens influentes do povo, chamados Coré, Datã e Abirão, promoveram uma insurreição e acabaram engolidos literalmente pela terra. Diz o capítulo 16, versículo 31 que “acabando ele de falar todas estas palavras, o solo se fendeu sob os pés deles, e a terra abriu sua boca e os tragou com as suas casas, bem como todos os homens de Coré, e todos os seus bens. Eles e tudo o que lhes pertencia desceram vivos ao sepulcro, e a terra os cobriu, e desapareceram no meio da congregação”.

Espantado? Como Deus permitiu que os três fossem engolidos? Um absurdo na sua opinião? Bem, se lermos bem o contexto, vamos entender até onde foram estes líderes e ao mesmo tempo liderados. E digo mais. Podemos extrair pelo menos duas lições sobre como liderar e como ser um bom liderado a partir deste episódio. Em qualquer circunstância, tanto no trabalho, quanto na igreja, na ONG, na escola, na família.

Humildade - A história bíblica mostra que Coré e seus companheiros de insubordinação (número que chegou a 250) passaram a questionar a liderança de Moisés e Aarão. É claro que todos os líderes podem ter erros e Moisés também não foi perfeito. Mas a pergunta de Coré soou arrogante e prepotente: “Por que, pois, vos elevais sobre a congregação do Senhor?” (Números 16:3).

Saber submeter-se à liderança, às vezes, é tão difícil quanto liderar. A humildade, que não pode ser confundida com humilhação, é o segredo do sucesso. Quanto mais as pessoas aprendem a depender de Deus, mais facilmente compreendem seu papel que nem sempre é o de protagonistas.

Em uma grande corporação, nem todos são chefes. É preciso que haja pessoas em todas as funções para que a engrenagem faça a roda girar. Nos tempos modernos de liderança, Coré e sua equipe compõem uma nota dissonante em relação aos demais do grupo ao não verem que tinham uma posição definida. E cabia a eles desempenhar da melhor maneira esse papel e ajudar os demais líderes. Não souberam.

Confiança – Na continuação do diálogo com Moisés, o trio de resistência, encabeçado por Coré, questiona a condução do povo até o presente momento. A afirmação foi enfática: “Porventura é pouco que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e mel para nos matares neste deserto, senão que também totalmente te assenhorais de nós?” (Números 16:13). Esta indagação foi além da liderança de Moisés e Aarão. O questionamento era referente a Deus, afinal de contas o Senhor mesmo conduzia o povo em direção a Canaã.

Este é o problema de muitos líderes e muitos liderados. Não confiam em ninguém, nem em Deus. Preferem suas próprias ideias e teorias, seus conceitos próprios que imaginam ser à prova de qualquer argumentação e não aceitam nada fora do seu pensamento, nem mesmo quando a orientação é divina. Quem estuda melhor o livro de Números, percebe que o povo vagueava pelo deserto em grande parte porque não havia confiado no relato dos espias Josué e Calebe e porque desobedecia ao que Deus determinava. Confiança é palavra-chave para líderes e liderados em todas as áreas. Saber escolher as melhores referências e ter Deus como guia infalível.

Cada vez que lermos esta história de Coré, Datã e Abirão seremos levados a pensar que a rebelião contra Deus nasce principalmente destes dois aspectos: falta de humildade e confiança. Infelizmente muitos lideram sem estes princípios em mente atualmente. E tantos outros se portam como liderados sem estas duas características. Talvez a terra não os engula, mas seus planos profissionais e pessoais podem cair dentro de um grande buraco. Por não assimilar o que Deus espera.

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13 Novembro 2009

Sítio web 'O Fim do Mundo'

Ainda a propósito do tema fim do mundo em 2012, aceda ao sítio 'O Fim do Mundo', preparado pela equipa da TV Novo Tempo.

Vai encontrar as respostas bíblicas para as invenções dos homens sobre este assunto.


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12 Novembro 2009

Conforto e comodidade

A generalidade do mundo moderno vive hoje em tempos de relativo bem-estar. Principalmente na Europa, América do Norte, Austrália e outras zonas economicamente prósperas, nota-se em boa parte dessas sociedades alguma tendência para um considerável grau de conforto e comodidade, apesar deste fenómeno não ser ainda transversal, mas localizado.

Desfrutámos hoje de alguns equipamentos e ferramentas que há bem poucos anos nem poderíamos imaginar. Com um pequeno aparelho de bolso conseguimos falar com qualquer pessoa em praticamente qualquer parte do mundo. Os inúmeros canais de televisão chegam massivamente aos lares, onde à enorme parafernália de electrodomésticos só falta antecipar a instrução humana. Os sistemas de aquecimento e refrigeração fazem de algumas casas verdadeiras mansões de bem-estar. A internet revolucionou por completo os métodos de fazer negócio e entretenimento, colocando à distância de poucos segundos o acesso a todo o tipo de informação. Os automóveis são cada vez mais seguros e fiáveis, dando por vezes a sensação de nem termos saído de casa.

No meio disto tudo, a vida diária ficou aparentemente mais fácil. Tarefas são executadas com maior rapidez e menos esforço. Grandes distâncias são cobertas em relativamente pouco tempo. Tudo faz crer que a modernização da sociedade nos tornará a vida sucessivamente mais fácil.

Não me debruçando agora sobre o exausto - ainda assim pertinente - tema do materialismo, reflito nas mensagens silenciosas que o conforto e a comodidade nos podem incutir na mente.

Penso que onde há este bem-estar, ou pelo menos a sua aparência, é criada, ainda que de forma inconsciente, uma falsa sensação de segurança e fiabilidade. A nossa mente é educada de forma a se esforçar pouco e, acima de tudo, vigiar cada vez menos. Afinal de contas, estando tudo a rolar perfeitamente bem, que preocupações deveriam nos ocupar?

Repare, caro leitor, que em nenhum ponto da Bíblia encontra o exemplo ou testemunho positivo acerca de alguém cujo destaque de vida tenha sido esse mesmo conforto de vida, ou que isso, de per si, lhe tenha resultado em benefício.

Relembre Abraão. Um homem a quem não deveriam faltar condições para uma vida confortável - ele tinha um exército próprio! - e cujo plano de Deus passou por deixar o seu lar e dirigir-se para o deserto. Ou Jó, homem de enorme riqueza material, mas cujo ponto marcante da sua vida - até aos dias de hoje ele é relembrado só por isso - foram as dificuldades que atravessou, no seu caso físicas.

Será que, sem nos apercebermos, estamos a gastar demasiado tempo derrubando os pequenos celeiros que possuimos, para, ao construirmos maiores, nos regalemos na comodidade alcançada? (Leia Lucas 12:16-19)

Pelo contrário, verá que os grandes homens de Deus tiveram uma vida de esforço, sacrifício e abnegação.

Que exemplo deixaram Paulo e Pedro, que se contaram entre os primeiros homens a proclamar Jesus após a Sua morte? Encontraram eles facilidades na sua vida e no seu ministério? Não, antes enfrentaram privação no decurso da sua caminhada terrestre!

Quero sugerir que o conforto que hoje geralmente conseguimos desfrutar na sociedade moderna, pode arriscar o sério desvio das nossas prioridades para a segurança - como referi, falsa - que aquilo que é imediato nos permite vislumbrar para este mundo.

E quer ver um aspeto interessante? Por outro lado, uma vida marcada por privação, sacrifício, esforço dedicado e abnegação, tende sempre a focar as nossas perspetivas nos valores eternos, os tais que permanecem!

Não estou a propor que dediquemos as nossas vidas à pobreza e à miséria a todos os níveis! Mas tenhamos cuidado quando, iludidos pelas facilidades temporais que podemos usufruir, deixamos de ver o quadro total daquilo que realmente este mundo vale. E quando por vezes se torna difícil definir claramente uma barreira a qual não queremos transpor, mais vale imaginá-la e ficar longe, bem longe de a atingir...

Em João 18:36, Jesus afirmou 'o Meu reino não é deste mundo', depois Dele mesmo ter dito sobre os crentes 'eles não são do mundo, tal como Eu não sou do mundo' (17:14).

Devemos vigiar cuidadosamente: será que procuramos nesta terra, que não é o nosso lar, atingir demasiado conforto? Quando eu estou de viagem e fico temporariamente em algum lugar, eu sirvo-me apenas do que é essencial e indispensável! Você não faz o mesmo?

Relembre-se, caro leitor: o nosso mundo não é este! Estamos aqui de passagem! Porquê, então, arriscar perder a viagem, valorizando demais o que é cá de baixo?...

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Joseph Cada

Joseph Cada ganhou o Campeonato do Mundo de Poker, em Las Vegas, e leva para casa 8,5 milhões de dólares (5,6 milhões de Euros).

Ao ver esta imagem de um Campeão do Mundo, surgiu-me um único pensamento...

'Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?' (Marcos 8:36)

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11 Novembro 2009

Bookcrossing no Funchal

Já ouviu falar de bookcrossing? Não? Então saiba que o conceito de bookcrossing surgiu nos Estados Unidos da América e, num sentido lato, pode ser definido como a prática de deixar um livro num local público, para que outros o encontrem, o leiam, o voltem a libertar e assim sucessivamente.

O grupo Remanescente, composto por jovens Adventistas, esteve a distribuir alguns livros da Igreja através do método bookcrossing pelas ruas do Funchal, ilha da Madeira.

Veja no vídeo a seguir, a reacção das pessoas quando do nada viam aparecer um livro ao seu lado.


Colaboração: Pastor Ruben Martins

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10 Novembro 2009

O Pastor Adventista que prega ao domingo

O Pastor George Shaver aprecia partilhar Jesus com as pessoas. Como um empenhado Adventista do Sétimo Dia, ele acredita e prega a Mensagem dos Três Anjos, mas de uma forma através da qual as pessoas vêem Jesus nele.

Shaver pastoreia quatro Igrejas Adventistas no estado de South Dakota, EUA: Yankton, Mitchell, Hurley e Platte. Ele viaja mais de 300Km para percorrer toda a área do seu distrito. Mas ele nunca está demasiado ocupado para responder a uma oportunidade de partilhar Jesus.

Na cidade de Parker, a Igreja Metodista local ficou de repente sem Pastor. A frequência tinha diminuído para apenas quatro membros. Em vez de procurarem por um ministro da sua própria denominação, eles repararam no amor como o de Cristo que o Pastor Shaver demonstra para com os outros e o seu conhecimento das Escrituras, e pensaram que ele poderia ajudá-los a crescer.

Eles perguntaram-lhe: ‘estaria disposto a servir como nosso Pastor?’

‘Claro’, disse ele, ‘mas eu tenho algumas limitações’.

‘Quais são?’, indagaram eles.

‘Eu acredito que a Bíblia ensina 28 lições principais. É isto que eu sei, e é isto que vos posso ensinar’, partilhou ele, pensando nas nossas Crenças Fundamentais.

Os membros metodistas ficaram felizes por aceitarem a suas ‘limitações’, e cada semana vão até à igreja para aprender da Bíblia com o seu novo Pastor, o ministro Adventista. A frequência agora é de dez pessoas e está a crescer.

Mas não termina aqui. A Igreja Unida de Cristo em Springfield ouviu falar deste excelente ministro Adventista, e também o abordaram. Eles estavam num período de transição, aguardando pelo seu novo Pastor. Eles perguntaram se o Pastor Shaver poderia pregar para eles ao domingo até que o novo Pastor chegasse. Naturalmente, ele ficou feliz por aceder.

E quais são as perspetivas para a Igreja Metodista? Shaver diz que espera que o grupo cresça até 100 membros, e depois, eles se tornem uma Igreja Adventista!

O Pastor Shaver vive com uma simples regra de vida: servir a Jesus com todo o seu coração. ‘Nada é mais entusiasmante’, ele diz, ‘do que ministrar às pessoas e vê-las fazer decisões por Jesus’.

Isto pode acontecer a ti também. Com Cristo, tudo é possível (Filipenses 4:23).

Fonte: Share the Hope (negritos meus para destaque)

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09 Novembro 2009

Os outros jovens em Daniel 3

Daniel 3 conta acerca da impressionante história de três corajosos jovens, tementes a Deus, que, com perigo da própria vida, não cederam um milímetro que fosse, comprometendo a sua adoração a um outro deus que não o Deus Criador dos céus e da terra.

Recuperando um pouco esse relato, Nabucodonosor, rei de Babilónia, afrontando o aviso divino dado em Daniel 2 de que o seu reino passaria e outro lhe tomaria o lugar, deu ordem para se erigir uma gigantesca estátua de ouro com a sua figura, à qual, dado o sinal, todos se deveriam curvar em adoração. Pretendia ele assumir para si um poder que não tinha: perpetuar-se no poder, como senhor soberano do mundo, incluindo nações estrangeiras (verso 4); por isso, ele convocou todos quantos pode (v. 2-4) para se curvarem perante o símbolo dele mesmo.

E, dado o sinal, quase todos se curvaram. Quase, pois eis que os tais três bravos jovens decidiram não obedecer à ordem de Nabucodonosor, respeitando antes o segundo mandamento da Lei de Deus (veja Êxodo 20:3-5).

Hananias, Misael e Azarias, assim eles se chamavam, logo se destacaram, em pé entre a multidão curvada. Trazidos à presença do rei, foi-lhes concedida uma segunda oportunidade; como se mantiveram irredutíveis, a sentença foi proclamada: seriam atirados para dentro de um forno ardente.

Quero parar a história por aqui, para refletir num aspeto que, acredito, muitas vezes nos passa despercebido...

Estes três rapazes eram escravos que Aspenaz, chefe dos eunucos, trouxe de Jerusalém a mando de Nabucodonosor, para que servissem e fossem educados nas melhores escolas caldeias (Daniel 1:1-4).

Daí que faça a pergunta: foram eles os únicos israelitas que foram levados em cativeiro para Babilónia?

Não, não foram. Daniel 1 diz que, dos melhores foram levados 'alguns dos filhos de Israel' (v. 3) e que 'entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias' (v. 6) - logo, havia muitos outros israelitas que tinham feito parte dessa remessa de escravos.

Então, como lógica, surge outra pergunta: onde estavam e o que fizeram todos os outros, quando, na planície de Durã, a música tocou para que todos se prostrassem perante a estátua de Nabucodonosor?

Daniel 3:12-13 diz que Hananias, Misael e Azarias (no texto tratados pelos nomes babilónicos) foram os únicos acusados de desrespeito à ordem e trazidos perante o rei. Logo, deduzimos que todos os outros habitantes do reino (incluindo os estrangeiros, como vimos) se curvaram em submissão perante a enorme imagem, em violação do mandamento de Deus! E isto, naturalmente, incluía todos os outros israelitas que estavam em Babilónia (Daniel não é mencionado neste caso; no entanto, pelo que vemos em Daniel 6, é de crer com toda a certeza que ele não se curvou à estátua. Poderia eventualmente estar ausente do país, mas por alguma razão que desconhecemos, o seu nome não é mencionado).

Repare que esses outros - a esmagadora maioria! - que se curvaram também eram israelitas; também eram da nação separada; também eram do povo escolhido. No entanto, perante a prova, sucumbiram, falhando em se manterem firmes ao Deus que conheciam.

E não é desculpa o fato de estarem em cativeiro, como escravos - os três que se mantiveram de pé, também eram. Somente tiveram a coragem de assumir a sua posição por Deus, mesmo em face da própria morte.

Para nós hoje, fica provado, portanto, que o simples pertencer à Igreja que Deus escolheu para ser a sua representante final, não é garantia de vitória em nome de Deus. Há que tomar decisões firmes e decididas para permanecer de pé quando a provação chegar!

Será que estamos com medo de dizer não ao mundo e suas figuras quando as pressões aumentam? Será que preferimos ceder ao que é aparentemente mais fácil em vez de, pela fé, tomarmos posição por Deus? Será que, sem nos apercebermos, nos vamos lentamente curvando perante as apelativas e atrativas imagens que nos são apresentadas? E, se fazemos isso hoje, quando ainda há liberdade, como nos comportaremos quando formos forçados?

Não sobre este assunto específico, mas aplicável, I Coríntios 10:11-12 dá o solene conselho: 'ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia'.

E você? Está pronto para ficar de pé?

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20 anos após a queda do muro de Berlim

9 de novembro de 1989 - os olhos do mundo voltam-se para Berlim, Alemanha. Um evento histórico, altamente significativo do ponto de vista politico-social acontece nesse dia: o muro que durante décadas separou em duas partes aquela cidade, é simbolicamente derrubado por forte ação popular.

Construido depois da II Guerra Mundial, este muro representava mais do que uma separação física. O leste da Europa estava controlado por uma série de regimes comunistas, cuja face mais visível e poderosa era a União Soviética. Isto provocava um enorme contraste com as democracias ocidentais, e os contatos entre as populações dos dois lados do muro (à escala europeia e não apenas alemã) eram reduzidos. A chamada cortina de ferro separava o velho continente em duas partes tremendamente diferentes.

Para o efeito deste espaço, não são muito relevantes as tramas políticas envolvidas na edificação, manutenção e queda do muro de Berlim, mas sim as suas implicações em termos de propagação do evangelho.

Na parte leste do muro, com um ateísmo profundamente enraizante, a proclamação do evangelho, embora com recurso a fiéis, leiais e corajosos servos de Deus, pouco mais era do que uma atividade clandestina, muitas vezes com perigo de prisão e até pior. A educação nas escolas dirigidas pelo estado desviava a mente de crianças e adolescentes de tudo quanto era princípio cristão, e criava nelas a imagem de um Deus que não existia.

Assim, durante décadas, os povos destes países estiveram privados de uma religiosidade livre e aberta.

Até que, depois de alguns movimentos de bastidores nos quais o Vaticano (na pessoa do Papa João Paulo II) foi um dos principais atores, criaram-se as condições para que os regimes comunistas do leste europeu fossem sucessivamente derrubados. Nesse sentido, talvez como o momento mais marcante desses tempos, a queda do muro de Berlim representou uma ruptura total com as décadas passadas em opressão a vários níveis, sendo que as condições, agora, iriam proporcionar novos conceitos de liberdade.

As oportunidades foram bem aproveitadas. Se hoje o enorme emblema da McDonald's em plena Praça Vermelha, em Moscovo, Rússia, é testemunha das mudanças económicas, as milhares de vida transformadas pela livre entrada do evangelho falam bem mais alto acerca de uma mudança ainda maior, cujos reflexos se estenderão até à eternidade.

Pregadores evangelistas invadiram positivamente essas terras, levando a mensagem do Salvador até às massas sedentas, cujo alcance de esperança não passava, até ali, daquilo que era imediato, daqui de baixo. Homens rudes e violentos foram convertidos. Nos lugares onde se vociferava contra Deus e Sua existência, era agora proclamado o Maior homem que já existiu.

Esta é uma forte evidência que Deus opera maravilhosamente em favor de Seu povo. Ele criou as condições para que as barreiras existentes fossem derrubadas e o evangelho penetrasse poderosamente.

Por esta razão, podemos estar confiantes e descansados, que onde quer que haja dificuldades e obstrução à Palavra Eterna, Deus estará pronto para agir no momento que achar ser o melhor. Não temos razões para duvidar que as forças que se opõem a Deus serão sucessivamente derrotadas para que, cada vez mais, todos possam se achegar ao trono da graça.

Hoje, ainda resistem vários países onde a propagação do evangelho enfrenta sérias dificuldades. Eu não sei como; mas que, mais tarde ou mais cedo, de uma forma ou outra, elas serão afastadas, disso não tenho qualquer dúvida!

Entretanto, procuremos estar atentos a todas as portas que Deus vai abrindo, talvez num lar difícil mesmo ao nosso lado, ou num amigo ou conhecido que dá sinais de alguma recetividade à mensagem. Talvez isso não surja com a violência de um muro de betão a ser derrubado; mas o fiel servo perceberá a oportunidade quando uma simples pedra cair, criando espaço para o testemunho.

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08 Novembro 2009

A intoxicação pelo cinema II

Há um mês, sugeri na postagem 'A intoxicação pelo cinema' que 'se alguém, suponhamos que os Adventistas do Sétimo Dia, proclamarem que em breve este mundo acabará, o mar entrará pela terra, os montes se atirarão no meio do mar, o fogo engolirá a terra... não será difícil, pela intoxicação cinematográfica, vermos muitos a sugerirem que falamos da nossa própria imaginação e fanatismo, como se de um filme se tratasse'.

Bastou chegarmos à data de início de exibição do filme 2012 para que percebermos que este raciocínio tem, no mínimo, algum fundamento...

Veja como, de alguma forma irresponsavelmente pela falta de rigor, se inclui a história de William Miller no rol das '10 previsões catastróficas mais interessantes', segundo o sítio web Terra.

'Os millerites, 23 de abril de 1843

Um fazendeiro da Nova Inglaterra chamado William Miller, após ter feito durante vários anos um estudo muito cuidadoso de sua Bíblia, concluiu que o tempo escolhido por Deus para destruir o mundo poderia ser adivinhado a partir de uma interpretação estritamente literal da escritura.

Ele explicou para quem quisesse ouvir que o planeta chegaria ao seu fim em algum momento entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844. O fazendeiro pregou e espalhou a notícia o suficiente para que milhares de seguidores - conhecidos como Millerites - decidissem que a data efetiva seria em 23 de abril de 1843.

Muitas pessoas venderam ou deram seus bens, admitindo que eles não seriam mais necessários, mas quando chegou o esperado 23 de abril, e Jesus Cristo não veio, o grupo finalmente se dissolveu - com alguns integrantes formando o que hoje são os adventistas do Sétimo Dia.'

Não diga que eu não avisei...


[Nota adicional (em 09-11-2009): o leitor João Ricardo Nascimento, partilhou novas evidências que atestam este raciocínio e, seguramente, servirão para descredibilizar a interpretação adventista do fim do mundo. Leia 'O fim do mundo em 2012'.]

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07 Novembro 2009

Um ano de 'O Tempo Final'

Passa hoje um ano desde que iniciei o espaço O Tempo Final.

O meu objetivo inicial era partilhar de forma aberta, universal, algumas reflexões pessoais sobre temas - principalmente da atualidade - que estivessem relacionados com a interpretação bíblica dos tempos que vivemos, claramente e cada vez mais os últimos dias desde planeta, conforme o conhecemos.

Uma das motivações foi seguir o bom exemplo de vários irmãos brasileiros que, há muito, usam esta ferramenta de alcance inimaginável que é a internet. Neste aspeto, creio haver (ainda hoje..) no meio adventista português muitas carências, talvez alguma negligência, tendo em conta esta potencialidade (as novas tecnologias de informação) confrontada com aquilo que realmente existe nesse âmbito.

Ao longo destes doze meses, este projeto permitiu-me conhecer novos irmãos, não apenas em Portugal mas também no Brasil. Além de terem vindo enriquecer este espaço, reconheço também a boa influência que trouxeram à minha própria experiência como Adventista do Sétimo Dia.

Não vou mencionar pelo nome aqueles que, durante este período, muito contribuíram para a divulgação deste espaço; se o fizesse estaria a arriscar o injusto esquecimento de alguém. Assim, para todos eles, o meu profundo agradecimento pelo que me ajudaram ao ser um colaborador do ministério online em favor da obra de Deus.

No final do primeiro ano de O Tempo Final, só posso ficar humildemente surpreendido com o alcance e projeção que este espaço atingiu.

Agradeço profundamente a todos quantos diariamente ou frequentemente visitam este blogue. Se conseguem aproveitar e beneficiar deste esforço de uma mão errante, o mérito deve ser totalmente entregue ao nosso Grande e Eterno Deus pala maneira como entrega a seres falíveis, a capacidade de serem usados no Seu serviço.

Talvez daqui a um ano volte a fazer um novo balanço. Mas, sinceramente, espero que não; já quero estar no lar eterno com o Salvador.

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05 Novembro 2009

Expetativas e esperanças

Durante os últimos dois dias, ouvi comentadores abordarem, alguns extensivamente, o primeiro ano passado após a eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos da América. As suas primeiras decisões de forte impacto, a situação no Afeganistão e Iraque, o problema climático e a reforma na saúde foram alguns dos temas analisados nesse balanço.

Recuando no tempo, recordo bem os comentários que se fizeram no dia da vitória eleitoral, nas oito semanas que se passaram até à tomada de posse e nos primeiros meses de mandato. Por todo o lado, em todas as vozes, eram repetidas duas expressões que Obama fez questão de quase transformar em segundo hino nacional: "sim, nós podemos" e "esperança".

Mas, na referida análise que ouvi acerca do primeiro aniversário sobre a vitória de Obama, estes termos já quase não foram escutados; e, nas breves ocasiões em que o foram, o objetivo não foi evocar uma perspetiva, mas denunciar um pré-aviso de desilusão...

Quando Obama venceu as eleições, tive oportunidade de perguntar: 'Barack Obama: a nova esperança do mundo?' Por uma série de razões, sentia-se no ar uma atmosfera de confiança, de que tudo seria bem melhor a partir dali. E não me refiro somente aos EUA, mas a muitos e diferentes países mundiais - mesmo do mundo árabe vieram palavras não tão belicistas como habitualmente.

No entanto, após o inicial período de encantamento, que talvez tenha durado mais do que o normal num político que chega a um novo poder, a dura realidade dos fatos (leia-se, dificuldades e/ou impossibilidades) começou a abater-se sobre a figura de Obama. Não que ele seja culpado por isso; tão somente, como sugeri então, o depositar de esperança numa vida melhor sobre os ombros de um homem (seja ele Obama ou outro qualquer) só pode conduzir, mais tarde ou mais cedo, a um desapontamento por não concretização das expetativas criadas e alimentadas.

Obama já percebeu que não conseguirá resolver o Afeganistão e o Iraque tão cedo quanto gostaria; a reforma da saúde fez endurecer o discurso daqueles que lhe apontam uma politica de esquerda profunda; os seus índices de popularidade desceram para valores impensáveis há doze meses, de tal forma que o fenómeno se alastrou a outros elementos do Partido Democrata; o novo acordo ambiental, que deverá substituir Kyoto, tem sido dificílimo de acertar...

E quanto aos sedentos esperançosos no novo presidente? Será que já perceberam alguma coisa ao fim de um ano?

Repito: não pretendo condenar Obama como incapaz ou incompetente. O foco do meu comentário está na expetativa ansiosamente criada por milhões de pessoas em torno de um simples homem. É a estes que dirijo as duas perguntas anteriores!

Talvez alguns cidadãos mundiais ainda fiquem com reservas em admitir o erro de confiança mal depositada. Mas, deixe-me ajudá-los nesse objetivo com as palavras da Escritura: 'maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço' (Jeremias 17:5)!

Barack Obama é um indivíduo muito inteligente. A sua meteórica ascensão ao mais importante cargo da política mundial é digno de registo valoroso. Pode até tomar medidas importantes que beneficiem os cidadãos do mundo (e oxalá o faça!). Mas não será ele quem trará a esperança e a mudança que este mundo necessita...

Procure na História deste mundo e encontrará milhares de homens e mulheres que deram o seu contributo para uma melhor vida dos seus semelhantes. Mas só irá encontrar Um Único que tenha concretizado as esperanças de uma vida livre de guerras, doenças, lágrimas dor e tristeza.

E se isso ainda não se concretizou definitivamente, é porque Ele espera até que todos finalmente decidam em quem querem depositar as suas expetativas e esperanças: num qualquer homem que pode falhar, ou Nele mesmo, o Salvador do mundo, que não pode errar!

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Prémio Comunicando Jesus na Web - votação encerrada

Está encerrada a fase de votação do Prémio Comunicando Jesus na Web 2009.

Ao longo dos dois últimos meses, o blogue O Tempo Final foi um dos propostos a votação. Infelizmente, não conseguiu obter os votos necessários para passar à fase seguinte.

No entanto, quero agradecer a todos os internautas que escolheram o blogue O Tempo Final, concedendo-lhe o seu voto. Fico profundamente reconhecido pela vossa preferência.

Felicito os blogues finalistas, desejo-lhes todo o sucesso na decisão final.

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04 Novembro 2009

Itália condenada pelos crucifixos em salas de aula

'O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos manifestou-se ontem contra a presença de crucifixos nas salas de aula em Itália, na sequência de uma queixa apresentada por Solie Lautsi, uma finlandesa casada com um italiano e mãe de Dataico e Sami.

De acordo com os sítios de internet da e do Avvenire, o tribunal considerou que a presença de crucifixos numa sala de aula viola o direito dos pais “a educar os filhos segundo as suas convicções” e também a “liberdade religiosa dos alunos”.

Solie Lautsi tinha apresentado o recurso junto do tribunal europeu em Julho de 2006, depois de o Tribunal Constitucional italiano ter considerado não ter jurisdição sobre o caso e de o Tribunal Administrativo do Veneto (nordeste de Itália) ter dito que o crucifixo é o símbolo da história e da cultura italiana – posição confirmada em Fevereiro de 2006 pelo Conselho de Estado. (...)

Um crucifixo na sala de aula pode ser “facilmente interpretado pelos estudantes de todas as idades como um símbolo religioso”. Os alunos estariam assim a ser educados num ambiente escolar com “as marcas de uma religião”, considera o tribunal. O que poderá ser “encorajador para os estudantes religiosos, mas incómodo para os alunos que praticam outras religiões, em particular se pertencem a minorias religiosas ou se são ateus”.

O tribunal considera ainda que um símbolo “associado ao catolicismo” – mas que é utilizado também pelos cristãos ortodoxos e protestantes, neste caso, com menos carga simbólica – “possa servir o pluralismo educativo”.'

Fonte: Público (negritos meus para destaque)

Ao ler esta notícia fiquei a refletir num aspeto que gostaria de partilhar com o leitor - no entanto, peço-lhe que não infira das minhas palavras qualquer opinião, avaliação ou juízo concretos sobre o caso apresentado.

Cá em casa, temos um bebé com quase cinco meses. Será que, dentro de alguns anos, quando ele entrar para a escola, eu poderei pedir ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que impeça as escola de fazerem máscaras de Carnaval e pintarem a cara às crianças porque isso evoca uma festa pagã e, na mesma linha de raciocínio desta decisão, viola o meu direito “a educar os filhos segundo as suas convicções” e também a “liberdade religiosa dos alunos”?!

E o que dizer das procissões pascais ou marianas católicas que atravessam as ruas (que, à semelhança das escolas também são lugares públicos...)? Será que também tenho o direito de exigir a sua abolição porque são expostos num lugar público símbolos que afrontam a minha crença e não quero que o meu filho seja influenciado por isso?

Veja, caro leitor, que se poderão tornar infindáveis as combinações de exigências seja por parte de quem for... E, quem poderá definir os limites e barreiras entre o que é aceitável e o que é exagero?

Eu tenho uma sugestão de resposta; mas, para já, fico com ela para mim...

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03 Novembro 2009

Descoberto novo grupo de galáxias

'Um grupo de astrónomos descobriu um “gigantesco grupo de galáxias", situado a 6.700 milhões de anos-luz da Terra. Num comunicado, o Observatório do Sul Europeu (ESO, na sigla inglesa) explica como foi descoberto e observado aquele que é descrito como uma parte do “esqueleto do Universo”.

A descoberta apenas foi possível com dois dos mais potentes telescópios terrestres – o Very Large Telescope do ESO, no Chile, e o Telescópio Subaru, no Japão –, que proporcionaram a primeira observação de uma estrutura de galáxias deste género no Universo distante e permitiram obter novas informações sobre a rede cósmica e o seu processo de formação. (...)'

Fonte: Público (negritos meus para destaque)

Se o leitor não é um grande entendido de escalas astronómicas, permita-me dar-lhe uma pequena ajuda. a distância 6.700 milhões de anos-luz, convertida em quilómetros dá o seguinte valor:

62.519.040.000.000.000.000.000 Km!!!

Fico abismado com um número que nem consigo ler! E o mais impressionante é que a menção a seis mil e setecentos milhões de anos-luz de distância, quer dizer que este conjunto de galáxias existe, pelo menos, há 6.700 milhões de anos!!!

Em louvor ao Eterno Deus Criador, só posso dizer conforme o profeta: 'assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela' (Isaías 42:5).

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Entrada em vigor do Tratado de Lisboa


Após a sua ratificação pela República Checa, acaba de ser anunciada a data de entrada em vigor do Tratado de Lisboa: 1 de dezembro de 2009.

À luz de Daniel 2, declaro que por muitos tratados, acordos e celebrações que os homens façam, jamais a Europa se unirá totalmente como um corpo único! As suas nações, seja em que termos fôr, não se misturarão nem se unirão, assim como é impossível ao ferro unir-se ao barro.

Esta é a Palavra de Deus. Que, para mim, conta mais do que os tratados dos homens!

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01 Novembro 2009

Debate entre Padre Carreira das Neves e José Saramago

De volta ao assunto José Saramago (prometo que não o faço novamente, não vão acusar-me de fixação pela sua figura!), partilho com os leitores um debate promovido pela SIC Notícias entre o Padre Carreira das Neves (um destacado católico português que, em tempos, descreveu os Adventistas do Sétimo Dia como 'biblicistas') e o escritor.

Assista e perceba que o problema de Saramago, tal qual alguém me sugeriu há semanas, não é contra a Bíblia nem contra o cristianismo, mas sim contra o catolicismo!

Antes porém, não resisto a chamar a sua especial atenção para a pergunta que Saramago faz ao minuto 31:40, rapidamente despistada pelo Padre...


Algumas observações minhas...

Não lhe fica uma sensação de vazio quando um interlocutor percebe nada de Bíblia e o outro tenta defendê-la com os argumentos habituais que mais implicam tradição que outra coisa...?

Viu como um Padre católico (!!!) coloca em causa a semana da criação?! Porque será...? Viu como ele não defende uma interpretação literal, mas simbólica? Claro, interpretada... pela Igreja Católica!

Reparou que Saramago fala mais de assuntos, temas e histórias bíblicas do que o Padre?

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31 Outubro 2009

Segredos da tribo de Dan

A impressionante historia do povo de Israel é uma fonte de profundos ensinamentos espirituais. Desde o seu estabelecimento, por Deus, como nação escolhida, até às aplicações que fazemos nos dias de hoje ao povo que fielmente aguarda a volta de Jesus, somos presenteados com um banquete de lições cujo conteúdo implica valor eterno.

Por vezes, há pormenores que nos escapam numa leitura superficial ou mesmo detalhada mas somente num único aspeto. Uma análise aprofundada permite recolher elementos que não apenas nos surpreendem, mas demonstram que Deus nada deixa ao acaso e todas as Suas ações são de grande significado e importância para nós.

É o que acontece quando nos debruçámos sobre as tribos de Israel, nomeadas após os filhos de Jacó. E, entre tudo o que daqui podemos receber, uma delas merece a nossa atenção neste artigo: a tribo de Dan.

Nesta descoberta, partiremos dos nomes dos filhos de Jacó. Segundo o relato bíblico, e conforme a ordem de nascimento - fundamental no conceito de família que havia naquele tempo e para o nosso estudo - eles foram:


Vemos que Jacó teve 12 filhos, da parte de diferentes mulheres. Chamo a atenção do leitor, desde já, para o fato de, pela ordem de nascimento, Judá ter sido o quarto filho e Dan o quinto.

Depois do tempo passado na escravidão do Egito, Deus finalmente decide entrar em cena e libertar o Seu povo, respondendo a um clamor de séculos. Após uma série de milagres e livramentos incríveis, o povo coloca-se em marcha rumo à Terra Prometida.

No entanto, Deus não permite que eles avancem de qualquer maneira; pelo contrário, Ele dá indicações específicas de como as diferentes tribos se deveriam ordenar pelo caminho. Essa ordem era conforme segue na segunda coluna (se quiser, compare com a primeira):


Algumas observações explicativas: as tribos de Aser e Naftali fazem parte da marcha mas não é indicado o lugar exato (apenas sabemos que não estavam em primeiro nem último lugar). A tribo de Levi não é mencionada por ter sido separada em exclusivo para o serviço no tabernáculo; a de José não é incluída - estas duas ausências são colmatadas com os nomes dos dois filhos de José (Efraim e Manassés).

Chamo a atenção do leitor para o seguinte: a ordem de marcha - indicada por Deus - tem várias alterações em relação à ordem de nascimento dos filhos de Jacó que seria, digamos assim, a ordem normal para as tribos se alistarem.

E, desde já, fica bem claro que Deus ordena que Judá siga em primeiro lugar e Dan em último, fechando o cortejo pelo deserto. Porque razão? Haveria alguma preferência especial pelos membros de Judá e desprezo pelos de Dan?

Não é difícil para ninguém constatar o seguinte: quem segue na frente é observado por todos os outros! Assim, Judá seria vista, a todo o momento, por todas as outras tribos que, seguindo atrás na marcha, tinham os olhos voltados para a frente dessa enorme massa de gente.

Então, porquê Judá na frente? Por uma simples, solene e majestosa razão: seria desta tribo que surgiria o Salvador do mundo (veja Mateus 1:1-16 - em especial os versos 2 e 16 -, e Apocalipse 5:5)! Jesus seria o Principal e Maior descendente de Judá!

Simbolicamente, Jesus é que seguia na frente, era Ele quem dirigia, comandava o povo pelos difíceis caminhos do deserto. E todos os outros, seguindo atrás, estariam sempre com os olhos colocados nesse Comandante!

Vejamos agora, com algum detalhe, porque Dan seguia em último lugar.

Pouco tempo antes de sua morte, Jacó chama os seus filhos para sobre cada um proferir a sua bênção. Estas são as palavras que ele dirigiu a Dan:

'Dan julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dan será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás' (Génesis 49:16-17).

Estou certo que não preciso recordar ao leitor quem é, recorrentemente, tratado na Bíbia pela imagem da serpente - se precisar, veja Génesis 3:1-14, Apocalipse 12:9 e 20:2...

Mas veja também, em relação a Dan, a sentença que encontramos em Amós 8:14 'Os que juram pela culpa de Samaria, dizendo: Vive o teu deus, ó Dan; e vive o caminho de Berseba; esses mesmos cairão, e não se levantarão jamais'.

A propósito da culpa de Samaria, ideia esta associada a um tal 'deus de Dan', veja este texto de Oséias 8:5-6 'O teu bezerro, ó Samaria, te rejeitou; a minha ira se acendeu contra eles; até quando serão eles incapazes da inocência? Porque isso vem de Israel, um artífice o fez, e não é Deus; mas em pedaços será desfeito o bezerro de Samaria' (se achou algo confuso, leia apenas a parte sublinhada...).

Esta adoração errada entre o professo povo de Deus, é explicada com algum detalhe em I Reis 12:26-30. Leia atentamente este texto.

'E disse Jeroboão no seu coração: Agora tornará o reino à casa de Davi. Se este povo subir para fazer sacrifícios na casa do Senhor, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu senhor, a Roboão, rei de Judá; e me matarão, e tornarão a Roboão, rei de Judá. Assim o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro; e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito. E pôs um em Betel, e colocou o outro em Dan. E este feito se tornou em pecado; pois que o povo ia até Dan para adorar o bezerro.'

Quer saber a quem cabia parte desta culpa? A resposta está em Juízes 18:30, onde lemos 'e os filhos de Dan levantaram para si aquela imagem de escultura...'

Recuperando o penúltimo texto, vemos que era atribuído àqueles bezerros o louvor por ter o povo saído do Egipto (!!!) - que contraste com a introdução que Deus faz aos Santos e Eternos mandamentos, quando diz 'Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão' (Êxodo 20:2)...

A Escritura demonstra que Dan se afastou dos caminhos de Deus, dando lugar ao paganismo e à idolatria.

Não admira, portanto, que Deus tenha ordenado a sua colocação no último lugar do cortejo, numa posição onde todas as outras tribos, voltadas para a frente, não a contemplassem (nem as suas obras) enquanto deambulavam pelo deserto!

Mas, espantosamente, encontramos uma maior e mais trágica evidência da desaprovação de Deus em relação ao comportamento da tribo de Dan!

O livro de Apocalipse apresenta uma relação das tribos representadas na Nova Jerusalém, aquelas que foram seladas por Deus, livres das marcas do pecado e destruição final. Veja bem na coluna da direita (se quiser, compare com as outras), as tribos que são mencionadas na revelação dada a João.


Novamente Judá (leia-se, Jesus) comandando a marcha! Mas, há uma alteração fundamental: aparece Manassés (filho de José) no lugar de... Dan!

Ou seja, em última instância, o afastamento de Deus provoca a perda da vida eterna! Quando, pelas nossas escolhas nos desviamos do caminho que Deus indica e construímos deuses que colocamos no lugar do Criador, por fim, Ele não permitirá a nossa entrada no lar eterno!

Caro leitor, se sente que a sua vida ainda não está de acordo com o propósito divino, não desanime; mas atue de imediato e procure alterar o rumo da sua vida, enquanto há tempo!

Quero relembrar-lhe um dos mais famosos membros da tribo de Dan: Sansão (veja Juízes 13). Sim, um homem separado por Deus para um serviço especial, mas que fracassou por ter feito escolhas contra a vontade de Deus.

Mas eis que, depois de passar por um descalabro terrível, no último momento os seus olhos e a sua mente de novo se voltaram para o Deus que por tanto tempo esquecera, e Ele atendeu a sua oração (Juízes 16:28-30).

Semelhantemente, a sua vida não tem de terminar em tragédia como a de Sansão; pois ainda está a tempo de suplicar ao Senhor que transforme a sua vida e não o conte entre os da tribo de Dan!

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30 Outubro 2009

Os venenos da carne

A Igreja Adventista tem assumido - desde há muito tempo - uma mensagem concreta sobre os hábitos alimentares. Reconhecidamente, entre outros aspetos, um regime alimentar livre de alimentos cárneos tem sido uma das nossas bandeiras.

No número desta semana da revista Visão, uma publicação de referência em Portugal, o artigo de destaque na capa é intitulado 'Os Venenos da Carne Barata'. Captou a sua atenção só pelo título? Espere até ler o conteúdo...

Um leitor deste espaço, o irmão Pedro Pinto, da Igreja Adventista de Canelas, a quem agradeço, fez o favor de passar as páginas pelo scanner e enviá-las por e-mail. Com uma ligeira edição, partilho com todos este artigo de um meio secular, não adventista, que comprova, mais uma vez, que a nossa mensagem sobre a saúde tem toda a razão de ser!

Para descarregar o artigo, clique aqui e depois em 'Click here to start download'.

Uma nota adicional: estou totalmente seguro que não precisamos de evidências externas (leia-se, não adventistas) para que firmemos a nossa certeza e adequemos o nosso estilo de vida com as normas e indicações que Deus nos deixou. Mas este tipo de reconhecimento - tão raro devido aos lobbies e pressões exercidos pelos agentes do setor de atividade em causa - só pode reforçar e revigorar a nossa mensagem de saúde.

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Carta de Satanás

Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão.

Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta ao seu culto de ensino. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro. Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh, como foi bom!

Mas o mais me agrada é que você não se arrepende. E que sabe que é jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus!

Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho de Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A música vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus.

Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais; eles me fascinam. Como isso me agrada!!! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes???

Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando dá mau exemplo às crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, músicas ou coisas do género. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o que vêem. Muito obrigado.

O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!

Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo.

Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar algo.

Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo.

Assinado: teu inimigo que te odeia, Satanás (ou como queira me chamar).

(Desconheço o autor)

Colaboração: enviado por Nelson Martins, IASD de Faro

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27 Outubro 2009

Twitter organiza chat com celebridades mortas

Como sabemos, as novas tecnologias de informação vieram revolucionar a maneira como vivemos, de forma a que hoje desempenham um papel fundamental no cotidiano de milhares de pessoas.

Compras, consulta de jornais, partilha de vídeo e música, aprendizagem, até mesmo evangelismo (sou defensor que a internet será um meio cada vez mais de excelência neste âmbito à medida que nos aproximamos do fim), etc., tudo poderemos encontrar na rede, uma fonte que parece inesgotável. Daí que, muitos promotores de conteúdos se vejam obrigados a usar de tremenda imaginação para conseguirem captar as atenções através de novas iniciativas, algumas boas e produtivas, outras bem duvidosas no seu alcance...

A propósito do seu uso para a obra de Deus, leia o que Ellen White escreveu no livro Educação, p. 409: 'as invenções da mente humana parecem proceder da humanidade, mas Deus está atrás de tudo isso. Ele fez com que fosse inventados vários meios de comunicação para o grande dia de Sua preparação'.

Seria de estranhar, portanto, que o inimigo de Deus usasse este meio (tal o qual o faz com a televisão e as publicações, por exemplo) também em seu favor? Não, de todo! E para prová-lo, leia esta notícia do sítio web Terra.

'Dia 30 de outubro, véspera do dias das bruxas (Halloween), é o dia para se comunicar com as celebridades mortas, por meio do Twitter. Para comemorar a data, está sendo organizada a 1ª Twéance - nome que deriva da junção das palavras Twitter e Séance, uma curiosa "sessão espírita" na qual os usuários enviarão mensagens para as estrelas escolhidas.

Esta será a primeira tentativa online (e em tempo real) de falar com o mundo dos mortos.

Nesta semana, serão determinados os quatro nomes famosos que participarão do "chat", por meio de uma votação feita com tweets dos usuários. Junto ao nome da celebridade, os tweeters já devem enviar também a pergunta a ser feita (sobre qualquer assunto).

Apenas as melhores serão escolhidas para a sessão, que será realizada pela médium Jayne Wallace.

Wallace, que afirma possuir poderes psíquicos desde os 7 anos, será a responsável por postar as perguntas e respostas, de acordo com o site Mashable. Ela foi escolhida pelos idealizadores do evento, a loja de fantasias Angels Fancy Dress, de Londres, por já ter realizado uma sessão para o jornal inglês The Sun, onde, supostamente, contatara a ex-Big Brother Jade Goody (falecida devido a um câncer cervical).

Até o momento, os nomes mais votados para o Twéance são os de Michel Jackson e Kurt Cobain, mas também foram bastante pedidos Abrahan Lincoln, Jim Morrison, Marilyn Monroe e John Lennon.

O site do jornal inglês The Telegraph conta que os organizadores, incluindo Jayne Wallace, apostam no contato com Patrick Swayze e Farrah Fawcett, ambos mortos este ano.

Não é a primeira vez que se tenta esse tipo de comunicação com celebridades. O jornal inglês The Sun conta que, em 2003, as investidas dos paranormais Craig e Jane Hamilton-Parker para conversar com a princesa Diana foram acompanhadas por 30 milhões de pessoas, no mundo todo.

A sessão espírita poderá ser seguida em @tweance, das 10h ao meio-dia de sexta-feira, horário de Londres (das 8h às 10h pelo horário de Brasília).'

Fonte: Terra (negritos meus para destaque)

Sabemos que o espiritismo será uma forte arma de Satanás nas últimas cenas da História deste planeta. Leia as seguintes citações de Ellen White sobre este tema.

'Eis aí um meio de comunicação considerado sagrado, e de que Satanás se vale para realizar seus propósitos. Os anjos decaídos que executam suas ordens, aparecem como mensageiros do mundo dos espíritos. Ao mesmo tempo em que professam trazer os vivos em comunicação com os mortos, o príncipe do mal sobre eles exerce sua influência fascinante. Ele tem poder para fazer surgir perante os homens a aparência de seus amigos falecidos. A contrafação é perfeita; a expressão familiar, as palavras, o tom da voz, são reproduzidos com maravilhosa exatidão. Muitos são consolados com a afirmativa de que seus queridos estão gozando a ventura celestial; e, sem suspeita de perigo, dão ouvidos a “espíritos enganadores, e doutrinas de demónios”' (O Grande Conflito, p. 552).

'O príncipe das trevas, que durante tanto tempo tem aplicado na obra do engano as faculdades de seu espírito superior, adapta habilmente suas tentações aos homens de todas as classes e condições. A pessoas de cultura e educação apresenta o espiritismo em seus aspectos mais apurados e intelectuais, e assim consegue atrair muitos à sua cilada' (idem, p. 553).

Por isso, quando vemos um fenómeno deste tipo, que funciona à escala mundial, só podemos concluir que o final está cada vez mais próximo, não lhe parece?

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25 Outubro 2009

O tema (propositadamente) ocultado

Tomou posse na semana passada o novo Parlamento português, referente à XI Legislatura, depois das eleições legislativas efetuadas no passado dia 27 de setembro.

Com uma clara maioria de esquerda (128 lugares contra 102 de direita), espera-se, logo de início, que os debates parlamentares sejam aquecidos com um tema por muitos classificado como fraturante: o casamento entre homossexuais.

A propósito deste ato legal e das suas implicações concretas, publicarei em breve um artigo com a minha sensibilidade sobre o assunto. Hoje, quero refletir acerca de como este assunto foi tratado nos últimos meses, especialmente nas semanas antecedentes ao ato eleitoral.

Durante as campanhas eleitorais, e mesmo antes disso, espera-se de qualquer candidato (individual ou partido político) que assuma as suas posições e propostas sobre os mais variados assuntos relacionados à vida dos cidadãos que pretendem representar: economia, saúde, finanças, emprego, educação, estabilidade social, etc., são alguns dos temas mais marcantes. Entre outros, estes assuntos foram largamente debatidos por todos os partidos candidatos à Assembleia da República Portuguesa.

No entanto, alguns temas houve que passaram ao lado da discussão, ou, no máximo, mereceram uma simples e breve referência, pelo menos da parte de alguns candidatos. Entre esses temas, está o casamento entre homossexuais.

Há muito tempo que o Bloco de Esquerda (BE; partido de protesto, combate, ainda mais à esquerda política que o partido comunista) manifestou o seu apoio a esta causa. O Partido Comunista (PCP) não se irá opor e deverá, seguramente, votar a favor.

Já o Partido Socialista (PS), partido do governo e que foi reeleito para tal função, declarou, pela voz do seu Secretário-geral e Primeiro-ministro português, José Sócrates, que a defesa do casamento entre homossexuais 'não é uma vitória de uma minoria sobre uma maioria', mas uma vitória 'de todos' e em nome 'dos valores de sempre do PS', promovendo 'uma sociedade mais aberta, livre, tolerante, humana e uma sociedade que luta contra todas as formas de discriminação'.

Mais claro, não poderia ser. Mas repare, caro leitor, que estas afirmações foram produzidas em fevereiro (veja aqui), no Congresso do partido, bem antes da data das eleições! Com o aproximar dessa ocasião, apesar de incluído no programa eleitoral do PS apresentado em julho, este tema despareceu dos discursos de campanha deste partido político, sofrivelmente à procura de uma nova vitória em meio às crescentes dificuldades do povo e economia portugueses. Entendo que esta foi uma estratégia deliberada, e perceberá as minhas razões mais abaixo.

Da mesma forma, cessaram as manifestações de rua organizadas pelas entidades que defendem os casamentos homossexuais ao mesmo patamar das uniões heterossexuais. Durante bastante tempo, anos mesmo, não passavam muitas semanas de intervalo entre notícias e divulgação das iniciativas que mantinham, para, neste período mais recente, também eles optarem por um silêncio, não tão estranho quanto comprometedor e significativo... Será que deixaram de ser ativamente assumidos e empenhados como até então? Não, nada disso...

Já os partidos de direita, (PSD e CDS-PP), sempre fizeram questão de declarar a sua oposição às uniões homossexuais, seja muito antes das eleições ou próximo delas. Para o leitor mais desavisado, é nesta fação que a Igreja Católica, bastante influente em muitos setores da sociedade portuguesa, encontra base de apoio. (Não posso afirmar que existe uma relação direta com este assunto, mas, curiosamente, o CDS-PP quase que duplicou os deputados eleitos em relação às penúltimas eleições...)

Eis senão que, conforme referi, a nova Assembleia é constituída. E, já sem a pressão da necessidade de votos, o partido mais votado e que designou o Primeiro-ministro (novamente José Sócrates) trata de anunciar aos microfones da comunicação social qual será uma das suas principais prioridades (a expressão oficial do líder parlamentar é 'muito brevemente') para a nova legislatura: o casamento entre homossexuais (veja aqui).

Curioso, não lhe parece? Com novas eleições à distância máxima possível de quatro anos, nada melhor do que começar já a executar o ponto do programa de governo que mais contestação e, digo mesmo, confronto pode provocar. Assim, os ventos irão amainando lentamente e daqui por uns anos, preferentemente já na altura do próximo ato eleitoral, poucos terão o assunto vivo na memória...

De uma obscuridade quase total, eis que o assunto surge em força nos primeiros dias da nova governação, com impulso que parece irresistível e inabalável!

Cá estaremos para ver o que irá acontecer. Mas não é difícil adivinhar o que será...

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24 Outubro 2009

Futuro com Esperança

Começa esta noite em Brasília a campanha Futuro com Esperança, apresentada pelo Pastor Mark Finley, vice-presidente da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.

Ao longo de oito dias, o Pr. Finley apresentará Jesus, a única esperança para o futuro!

Pode assistir em direto pela internet no sítio web Futuro com Esperança (também pode clicar na imagem)

Para os residentes em Portugal, a sessão de hoje será às 22:30h; dos restantes dias, às 21:30h (horário de Portugal continental).

Não perca!

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23 Outubro 2009

27 de abril de 31 vs. 22 de outubro de 1844

Procurei observar a diferença horária para publicar este artigo no exato momento em que passaram 165 anos desde o momento que ficou conhecido como O Grande Desapontamento: o último segundo do dia 22 de outubro de 1844, na costa leste da América do Norte.

Nesse dia, milhares de fiéis crentes na volta de Jesus a esta Terra, esperaram (em vão) que este evento surgisse a qualquer momento, conforme as conclusões obtidas pelo perseverante estudo das profecias relativas à Segunda Vinda de Jesus. Ao longo do dia a sua expetativa foi crescendo porque, julgavam, eram cada vez menos os minutos que os separavam do encontro com o seu Salvador.

Assim, e desconhecendo ainda o fato de que em termos bíblicos os dias cessam e inciam-se sucessivamente ao pôr-do-sol e não à meia-noite, foi com tremendo desgosto que constataram o cruel badalar da meia-noite, anunciando o fim do dia 22 sem que Jesus tivesse aparecido. Ignoravam eles que isso não era mais do que uma prova de que a Bíblia é matematicamente fiel, pois tinha profetizado: 'e fui ao anjo dizendo-lhe: dá-me o livrinho. E ele me disse: toma-o e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca, será doce como mel. E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo' (Apocalipse 10:9-10).

Não consigo imaginar o estado de espírito daquelas pessoas: a esperança maior da vida, que eles tinham e que pode haver, tinha acabado de ser defraudada. Mas, sabiam eles e sabemos nós hoje, não foi esta a primeira vez que isso sucedeu...

Por incrível que pareça, um fenómeno semelhante aconteceu aquando da primeira vinda de Jesus à Terra, quando ele se apresentou como um bebé. E, podemos também encontrar um momento específico em que, para os Seus seguidores, tudo pareceu ir por água abaixo.

Durante três anos e meio, Jesus exerceu o Seu ministério neste mundo, proclamando a salvação que podia ser obtida pela Sua Pessoa. Ele instruiu e pregou a um povo rude e obstinado, que, tragicamente, tinha pré-fabricado para si uma ideia de Messias que não correspondia àquela que, desde há séculos, era anunciada pelas Escrituras: eles queriam um Salvador que os libertasse do jugo romano e os fizesse reinar sobre a Terra; Jesus era o Salvador que os libertava do pecado e faria reinar com Ele para sempre numa nova Terra.

Vemos claramente que mesmo os Seus mais próximos colaboradores, não perceberam essa distinção. Quando Jesus lhes falava da Sua morte e ressurreição, essa era um pensamento estranho aos seus ideais pré-concebidos. Por isso, quando, finalmente, em cumprimento do prometido desde o Éden, Jesus é executado injustamente como um criminoso, pagando dessa forma o preço pela vida dos homens, no fiel cumprimento da Sua missão, os Seus seguidores, que O amavam e esperavam a instauração do Seu reino, choraram em amargo desapontamento e deceção.

Nessa ocasião - segundo os estudiosos terá sido no dia correspondente ao que é hoje 27 de abril -, observe bem, Jesus não tinha reinado como era o desejo e suposição humanos, mas tinha concretizado o maior sacrifício possível de ser feito em favor do pecador!

Aqui está o paralelo com o sucedido em 22 de outubro de 1844: os crentes que aprenderam a amar o Salvador, esperavam que ele se manifestasse de uma forma, mas o que sucedeu foi algo terrivelmente diferente! E, em ambos os casos, tudo resultou de um deficiente estudo das Escrituras, pelo menos de uma interpretação não tão rigorosa quanto o sabemos hoje.

Recuperemos os eventos do ano 31, para perguntar: o que sucedeu de seguida? Os evangelhos e o livro de Atos deixam bem claro que após a ressurreição de Jesus, os Seus discípulos renovaram os Seus esforços e labor em favor do Mestre de uma forma poderosíssima! Jesus era pregado em todo o lado como Salvador do mundo, a Igreja cristã explodiu em crescimento, em todas as terras era anunciada a história de Jesus! Ou seja, um acontecimento inicialmente triste e de derrota aos olhos dos homens, tornou-se, com a luz que veio do céu, na maior vitória que o homem jamais conheceu, ou conhecerá!

Avançando 18 séculos, eis que a história Adventista regista contornos de incrível semelhança: depois de um momento de enorme desgosto e desapontamento, um fiel grupo analisou ainda mais em profundidade os textos da Escritura Sagrada para perceber que, afinal, o dia não era de tristeza, mas de alegria: Jesus não tinha voltado, conforme o desejo e suposição humanos, mas tinha entrado numa nova fase do Seu ministério em favor do pecador!

Inicialmente, este grupo não explodiu tão grandemente como aquele de fiéis desapontados, logo renovados, do primeiro século; mas, em conformidade com a promessa bíblica, ali se iniciou o labor que levaria a todo o mundo a mensagem da breve volta de Jesus e da guarda dos Seus mandamentos (Apocalipse 14:6-7).

Espantosamente, a final e definitiva vitória de ambos os grupos (aliás, não apenas dos fiéis dos primeiro e último séculos, mas dos de todas as eras) será concretizada no mesmo momento, muito em breve: a Segunda Vinda de Jesus, a gloriosa e estrondosa manifestação de Sua justiça e amor para com a raça caída!

Finalmente, um fator se mantém inalterável: em meio a erros humanos e à condução de Deus, um povo se prepara para O receber nas nuvens dos céus!

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20 Outubro 2009

'Só não sei é quando...'

José Manuel Durão Barroso é o presidente da Comissão Europeia, depois de, como Primeiro-ministro português, ter patrocinado a famosa Cimeira dos Açores, na qual o ex-presidente americano George W. Bush anunciou perante dois líderes europeus a sua intenção de invadir o Iraque.

Barroso tem-se mostrado um líder conveniente, sendo considerado, talvez mais nos bastidores, como um líder fraco e facilmente manipulável. No entanto, desde há alguns meses, tem vindo a destacar-se pelo seu empenho na difícil aprovação do Tratado de Lisboa.

Depois de ultrapassadas as questões processuais em alguns países, somente a Irlanda parecia constituir obstáculo à total ratificação do tratado, por todos os países subscritores. Como sabemos, há poucas semanas também este país aprovou em referendo a sua adoção. Logo de seguida o presidente polaco fez o mesmo, de tal forma que hoje, falta somente a República Checa para que todos os países tenham ratificado o documento.

Isto levou Durão Barroso a proferir uma interessante afirmação durante o debate parlamentar de hoje, na sede da Comissão Europeia.

Disse Barroso: 'vamos ter Tratado de Lisboa, só não sei é quando'.

Desvio, por momentos, a atenção do leitor para o seguinte raciocínio.

A humanidade tem organizações e eventos preparados com vários anos de antecedência. Recentemente foi atribuída ao Rio de Janeiro a organização dos Jogos Olímpicos de 2016. Neste processo, várias outras cidades foram derrotadas na corrida.

Veja que os promotores das candidaturas de Madrid ou Chicago, duas das cidades perdedoras nesta última vez, poderão pensar: 'vamos ter os Jogos Olímpicos, só não sabemos é quando'.

Mesmo o comum cidadão pode fazer este tipo de projeção: 'eu vou casar-me, só não sei é quando'; 'eu vou comprar uma casa própria, só não sei é quando'; etc..

Como crente na Bíblia, logo me surgiu na mente uma certeza que tenho, garantidamente mais segura do que qualquer outra que se possa formular: 'vamos ter a volta de Jesus, só não sei é quando!'

Porque razão é que digo mais segura que qualquer outra coisa? Porque todas as outras projeções, planos e anseios estão dependentes desta última!

Apesar de toda a preparação e esforço que agora começam, se Jesus voltar, por exemplo, em 2015, o Rio jamais terá os Jogos Olímpicos! Se Jesus voltar antes de um honesto trabalhador conseguir dinheiro para premiar a sua família com uma casa melhor, ele jamais usufruirá de uma casa nesta terra!

Voltando ao início: ainda que, eventualmente, a sua previsão se venha a concretizar, Barroso precipitou-se, mesmo que não o saiba; pois o único grande evento seguro de acontecer, neste mundo, é mesmo a volta de Jesus. Tudo o resto, pode não ir a tempo...

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19 Outubro 2009

José Saramago e a Bíblia... novamente!

Depois de ter trazido a este espaço uma reflexão a propósito das considerações proferidas por José Saramago sobre Deus (veja 'A fixação bíblica de José Saramago' e, adicionalmente, 'Blasfemar do nome de Deus'), eis que o escritor volta à carga, pela ocasião da apresentação do livro Caim.

Em entrevista à Lusa, o vencedor do Prémio Nobel da Literatura 1998, usou mais uma vez a sua voz para atacar a Bíblia, Deus e algumas normas de fé tidas por garantidas - e também experimentadas! - por milhões que crêem e vivem segundo a Sagrada Escritura.

Talvez se possa resumir a sua intervenção na declaração 'a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana'. Mas caso o leitor queira assistir a parte da entrevista, clique aqui. (desde já aviso o leitor menos preparado: trata-se de uma perfeita sequência de barbaridades...)

Faço, a esta distância, um desafio a Saramago! Talvez a sua decana sapiência literária consiga articular na sua já débil voz uma resposta tão enganadora quanto as suas habituais afirmações sobre Deus...

José Saramago, o senhor ataca Deus e a Bíblia nos termos da expressão acima citada. Então, como assumido comunista, como classifica as práticas marxistas e leninista que dizimaram milhões de pessoas durante décadas do século passado? Não acha que o seu silêncio sobre isso também é, citando palavras suas, uma 'idiotice'? Não é este também um 'catálogo de crueldade e do pior da natureza humana'? Não lê os relatos que, ainda hoje chegam da China e da Coreia do Norte?

Caro leitor, entenda que as minhas perguntas têm como único objetivo denunciar a incoerência do pensamento de Saramago, que, já em final de carreira, fala mais da Bíblia e de Deus (o tal ser que, segundo ele, não existe...) do que de outro tema qualquer.

Será que ele descobriu que esta é, num país marcadamente católico, a melhor estratégia de marketing? Ou, será mesmo que a sua consciência não consegue libertar-se de Deus, esse peso que ele próprio criou e do qual não consegue livrar-se, por ter, há muito, voluntária e propositadamente renunciado Deus?

Não sei. Só sei que, ainda antes de Saramago nascer, Deus já nos tinha alertado acerca das suas palavras: 'diz o néscio no seu coração: não há Deus' (Salmos 14:1).

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18 Outubro 2009

Crise final: mas qual crise?

Autor: Pastor Adventista Paulo Cordeiro

Introdução

Tendo nascido numa família adventista do 7º dia (fato que só em plena juventude tomei consciência ter sido um enormíssimo privilégio!), cedo na minha vida comecei a ouvir falar da chamada “crise final” que o mundo e em particular a Igreja haveriam de viver imediatamente antes da Segunda Vinda de Cristo à Terra.

Recordo-me muito bem de algumas reuniões de pôr do Sol, quer às sextas-feiras quer aos Sábados, na Missão Adventista do Quicuco, em Angola, corria o ano de 1974, onde eu e os meus pais nos reuníamos em casa do Pr. José de Sá e este fazia a leitura de um capítulo em cada reunião, de um livro que tinha recentemente saído do prelo, intitulado “Preparação para a Crise Final”, do autor Fernando Chaij.

Com os meus 11 anos de idade, aquelas leituras suscitavam-me uma certa apreensão e na minha mente ficou apenas um quadro muito negro dos acontecimentos finais. Anos mais tarde, em 1991, no meu primeiro ano de Teologia em Collonges, eu viria a descobrir, por mim próprio, a incrível riqueza contida na mensagem desse livro supra-citado, que se tornou o paradigma para a minha compreensão das Escrituras e dos acontecimentos atuais. À parte da Bíblia, creio poder afirmar que nenhum outro livro exerceu uma maior influência em mim do que esse!

Após um estudo muito aprofundado desse livro, a minha visão negativa dos acontecimentos finais transformou-se numa visão altamente positiva!

Tomei plena consciência de dois factos fundamentais: quem aprendeu a conhecer pessoalmente Jesus Cristo na sua vida, não consegue mais ter medo do que quer que seja, incluindo os acontecimentos finais, pois “se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Ou dito à maneira do salmista: “O SENHOR está comigo; não temerei. Que me poderá fazer o homem?” (Salmo 118:6); “Se Deus é por nós”, como afirmou o apóstolo Paulo, e se Ele entendeu por bem revelar-nos de forma tão detalhada os acontecimentos finais, então é porque esta informação é uma forma de Deus demonstrar, de forma bem prática e tangível, que quer o bem do Seu povo!

Há pessoas que tudo dão ou dariam para saber um pouco daquilo que o futuro lhes reserva! Infelizmente aquilo que obtêm é de fonte corrupta e malsã.

Concordo com Fernando Chaij, quando ele afirma: “Quão afortunados somos, os adventistas, de que o Espírito de Profecia nos haja provido janelas pelas quais podemos obter uma visão clara do que espera a igreja e o mundo nas cenas que têm que ver com o apogeu do grande conflito apresentado na Palavra de Deus e nos escritos que temos ante nós hoje! Enquanto o mundo estremece de temor pela incerteza do amanhã, nós conhecemos o tempo. Os filhos de Deus, associados nesta viagem maravilhosa que realizam juntos para a meta final, têm também um mapa admirável – a Bíblia – e um itinerário preciso – as profecias inspiradas.”(1)

Qual a natureza da crise final?

Não quero, nem consigo, no contexto deste artigo, dizer tudo o que até agora aprendi com o estudo das profecias escatológicas(2). Vou antes debruçar-me sobre um aspeto muito específico da compreensão geral que se tem sobre os acontecimentos finais: de uma maneira geral, todos nós (e eu fui um deles!) temos uma visão catastrófica dos acontecimentos finais! Na nossa mente imaginamos apenas e só o caos completo a reinar por todo o planeta! Mas será que esta visão catastrófica corresponderá mesmo à realidade dos fatos? Pois bem, vi-me forçado a chegar à conclusão de que assim não será, ou seja, embora haja, sem dúvida alguma, uma estupenda crise, essa crise não afetará a sociedade humana do modo como muitas vezes imaginamos!

Vamos analisar, para começar, o seguinte texto bíblico, que encontramos em Lucas 17:26-30: “Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se manifestar.”

Uma grande lição, penso, que podemos retirar destas palavras de Cristo é tomarmos consciência de quão verdadeiras foram as palavras do sábio Salomão: “O que foi é o que há-de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós” (Eclesiastes 1:9-10).

Segundo o próprio Jesus, aquilo que basicamente se fará na sociedade humana, à escala mundial, antes da Sua segunda vinda, será exactamente o mesmo daquilo que se fez na sociedade antediluviana e na sociedade sodomita! Decorridos tantos séculos de civilização, far-se-á o mesmo que se fazia!(3)

Outra grande lição é esta, que nos interessa mais para este nosso estudo: as atividades humanas do tempo do fim serão tantas e tão diversificadas, que dificilmente podemos imaginar que elas se poderão realizar num contexto catastrófico! Será possível “comprar”, “vender”, “plantar” e “edificar”, se a sociedade estiver num caos completo? Certamente que não! Por outras palavras, a sociedade mundial apresentará uma economia a funcionar a “pleno gás”! Não só haverá um grande espírito empreendedor, mas existirão igualmente as condições de mercado para que tais iniciativas se concretizem na prática! Far-se-ão inúmeras transacções comerciais, o mundo dos negócios estará no seu apogeu!

As palavras de Jesus permitem-nos ter a certeza de que, olhando de perto para a realidade da sociedade sodomita, isso abrirá a nossa compreensão para o que se passará no fim dos tempos!

Como era a vida em Sodoma? O texto de Ezequiel 16:49 dá-nos uma perceção clara dessa sociedade que foi uma amostra da sociedade global dos últimos dias: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado(4).

Como é que será, então, a sociedade humana do tempo do fim? Bom, terá “fartura de pão e próspera tranquilidade”! Para que tal fartura e prosperidade existam, não acha que tem de haver mecanismos de produção e de comércio a funcionar em pleno? A sociedade do tempo do fim não será uma sociedade que esteja em crise económica!

Eu diria mesmo que, economicamente falando, ela estará no seu melhor de sempre! Senão vejam o que nos diz o livro de Apocalipse sobre a “mercadoria” que possuirá a sociedade babilónica do tempo do fim: “mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata; e toda a espécie de madeira odorífera, todo o género de objeto de marfim, toda a qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore; e canela de cheiro, especiarias, incenso, unguento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado e ovelhas; e de cavalos, de carros, de escravos e até almas humanas” (Apocalipse 18:12-13).

Por muito simbólica que esta passagem nos possa parecer ou mesmo ser, uma coisa é certa: ela descreve uma sociedade riquíssima nos últimos dias! Tal como Jesus predisse, ao comparar a sociedade humana do tempo do fim à sociedade de Sodoma, onde havia “fartura de pão e próspera tranquilidade”!

Sabemos que, no tempo do fim, os habitantes de todo o planeta serão confrontados com um decreto, de âmbito mundial na sua aplicação, que interditará alguém de poder “comprar ou vender”, excepto quem tenha a “marca, o nome da besta ou o número do seu nome” (Ap 13:17). Teria algum significado este decreto se não houvesse uma sociedade que tivesse inúmeras coisas para se poder “comprar ou vender”? Caso houvesse uma profunda crise económica, então não haveria nada para “comprar ou vender” e, nesse caso, o decreto que impedirá de “comprar ou vender” seria totalmente irrelevante! Mas este decreto não será irrelevante, pois porá fortemente à prova a fé de cada um, por haver a possibilidade de optar entre ser fiel a Deus e não poder comprar ou vender, ou então renunciar à sua fé para poder gozar dos imensos benefícios materiais que Babilónia terá efetivamente, para melhor poder seduzir!

Se a sociedade dos últimos dias da história da Terra não viverá, como vimos, uma crise económica, então que tipo de crise viverá? A resposta é muito simples: uma enorme crise moral e espiritual! Paulo traçou, de forma bem clara, os contornos dessa crise final, nas palavras que escreveu ao seu “filho” Timóteo(5)! E as palavras de Jesus o confirmam: “E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24:12).

Uma sociedade de enormes contrastes

Se a sociedade globalizada do tempo do fim será uma sociedade com “fartura de pão” e “próspera tranquilidade”, significa isso que não haverá nela pessoas em pobreza? Não, de modo algum, bem pelo contrário! Da sociedade sodomita é-nos dito que “nunca amparou o pobre e o necessitado” (Ez 16:49)! Então isto significa que havia “pobres e necessitados” em Sodoma e que a sociedade sodomita, embora vivesse com “fartura de pão” e prosperidade, “nunca amparou” esses mesmos que, no seu seio, eram pobres e necessitados (que contraste escandaloso!).

Jesus disse claramente que “os pobres, sempre os tendes convosco” (João 12:8), o que significa que eles continuarão a existir na sociedade economicamente próspera e com “fartura de pão” do tempo do fim!

E Tiago dá-nos um claro vislumbre da razão pela qual haverá pobres e necessitados numa sociedade tão economicamente rica. Ele diz-nos que “nos últimos dias” haverá pessoas que acumularão grandes “tesouros” à custa da retenção “com fraude” do “salário dos [seus] trabalhadores”(6). Não estamos nós vivendo, precisamente hoje, numa sociedade onde estes contrastes são cada vez mais marcantes? Nunca houve tanta abundância de bens como existe hoje (o número das grandes e pequenas superfícies comerciais, de todo o género, não pára de crescer - superfícies essas que pertencem apenas a um pequeno grupo de ricos que estão acumulando cada vez maiores tesouros), ao passo que o número de pobres e necessitados não pára igualmente de crescer!

Conclusão

Viveremos numa sociedade caótica no tempo do fim? Em termos morais e espirituais, não tenhamos a menor dúvida! Mas em termos económicos, teremos uma sociedade farta, rica, a funcionar em pleno, sobretudo movida pelos enormíssimos capitais financeiros de pessoas sem escrúpulos que enriquecem cada vez mais à custa do empobrecimento real de uma parte muito significativa da população!

Leia com atenção as seguintes palavras de Ellen White onde ela descreve o mundo mesmo antes de terminar o tempo da graça: “Venha quando vier, o dia do Senhor virá de improviso aos ímpios. Correndo a vida a sua rotina invariável; encontrando-se os homens absortos nos prazeres, negócios, comércio e ambição de ganho; estando os dirigentes do mundo religioso a engrandecer o progresso e ilustração do mundo, e achando-se o povo embalado numa falsa segurança, então, como o ladrão à meia noite rouba na casa que não é guardada, sobrevirá repentina destruição aos descuidados e ímpios, e «de nenhum modo escaparão» (I Tessalonicenses 5:3).(7) (negrito acrescentado).

Se estivermos convencidos de que viveremos numa sociedade completamente caótica no tempo do fim, então poderemos andar hoje “descuidados” e, quem sabe, também “embalados numa falsa segurança” e, quando tal caos acontecer realmente – após o tempo da graça ter terminado – então já será tarde demais para podermos escapar, caso tenhamos procrastinado a entrega total e sem limites da nossa vida a Deus.

O tempo do fim não está ainda para vir! Ele já chegou – e em pleno!

(1) Fernando Chaij, Preparação para a Crise Final, Santo André, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, Segunda Edição, 1975, págs. 10 e 11.

(2) Profecias escatológicas (de escatologia: do grego éskhatos, «último» + lógos, «estudo»): profecias que tratam especificamente do que há-de acontecer no fim do mundo.

(3) Os evolucionistas do tempo do fim estarão seguramente convictos de que os seres humanos estarão a viver a fase mais evoluída da sua história, quando na realidade estarão exactamente ao mesmo nível dos seus antepassados milenares!

(4) Permita-me acrescentar uma outra expressão que aparece na versão bíblica clássica de Almeida: “abundância de ociosidade”. Esta expressão está no lugar da que diz “próspera tranquilidade”. Na verdade, não são realidades antagónicas, uma vez que a História prova que, quando existe na sociedade uma “próspera tranquilidade”, a “ociosidade” é mais abundante. Por outro lado uma sociedade com “fartura de pão e próspera tranquilidade” tem o ambiente ideal para nela se desenvolver grande “soberba”!

(5) Ver: II Timóteo 3:1-5 e 4:3-4.

(6) Ver: Tiago 5:1-8.

(7) Ellen White, O Grande Conflito, Publicadora Atlântico, 1975, pág. 34.

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Paz de Cristo vs. paz do mundo

Autor: Felipe Lemos, jornalista, acessor de imprensa da IASD na América do Sul, editor do blogue Realidade em Foco

Você certamente já ouviu falar do Prêmio Nobel da Paz, certo? É um reconhecimento concedido a personalidades que contribuíram de maneira notória para uma maior ou melhor ação pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz.

Este é, pelo menos, o conceito reforçado pelo idealizador do prêmio, curiosamente o inventor do dinamite, o sueco Alfred Nobel. Causou espanto para muitos observadores deste prêmio em todo o mundo a recente indicação do presidente norte-americano Barack Obama para receber a distinção.

É curioso mesmo, já que o prazo final para indicação do prêmio ocorreu em fevereiro, quando Obama estava há apenas 12 dias na presidência dos Estados Unidos da América. Além disso, só para efeitos de exemplo, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, que ficou notoriamente conhecido por se envolver em causas humanitárias e a favor dos direitos humanos durante todo seu mandato, só recebeu o Nobel da Paz quase 20 anos depois de estar à frente do poder.

Toda essa pressa, em relação à laureação do presidente Obama, pode nos fazer pensar que o conceito de paz, para os organismos mundiais, para os países ricos, para os grandes e influentes governos, talvez para as pessoas em geral, não seja exatamente o conceito bíblico. Mas o que é promover a paz para Deus? Que aspectos estão ligados a essa pequena palavra de apenas três letras?

Em primeiro lugar, a Bíblia esclarece que só há paz verdadeira, na vida do ser humano, se ele estiver ligado a Deus, ao Senhor. Em Salmos 4:8, é afirmado que “em paz me deitarei e dormirei, pois só tu, ó Senhor, me fazes habitar em segurança”. Neste verso, é possível entender que não há uma paz produzida individualmente através de ações políticas, quem sabe de ordem diplomática, mas a paz tem relação direta com a presença de Deus no cotidiano das pessoas, com essa aproximação entre o Criador e a criatura.

Dentro desta mesma linha de raciocínio, Jesus amplia a ideia e afirma que “deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou, como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27). A paz oferecida por Cristo às pessoas neste mundo, tanto enquanto aqui esteve presente, quanto agora quando intercede por nós (I Timóteo 2:5), é uma paz diferenciada. E Ele mesmo diz que é uma diferença referente ao que o mundo oferece. E aqui a expressão mundo se refere à opinião geral, ao consenso da maioria que nem sempre é o melhor. Ou seja, a paz do mundo não é a de Deus. Não são iguais em essência.

Mas Cristo foi mais além e disse, conforme João 16:33, que “disse-vos estas coisas para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo”. Novamente, a paz está intimamente ligada a Cristo, a Deus, e surge outro aspecto importante. A paz não é necessariamente a ausência de conflitos, de problemas, de dissabores, de guerras internas ou externas. É a capacidade de enfrentá-las, de mostrar ânimo mesmo frente a vicissitudes, a percalços e situações de crise. Obviamente quem dá o suporte nestes momentos é Deus a quem as pessoas se apegam e obtêm realmente paz.

Cada vez que vejo uma notícia sobre acordos de paz no Oriente Médio, em países envoltos em guerrilhas étnicas, decisões mundiais para combate ao terrorismo, enfim, toda a movimentação planetária em torno do assunto, não consigo enxergar soluções eficazes nisso. Afinal de contas, o planeta continua mais violento do que nunca, imoral, sem regras, sem limites, preocupado em ter e não em ser.

E, então, a paz de Deus figura como algo realmente inovador. Não é uma paz proclamada em reuniões a portas fechadas em algum escritório de um chefe de Estado engravatado. É uma paz disponível 24 horas por dia para quem desejar tê-la, viver com ela e transmiti-la aos que estão ao redor. Não é uma paz por atacado, em que subitamente nações inteiras passam a dar as mãos como se fossem antigos amigos somente porque um pedaço de papel assinala isso. É uma paz que cada pessoa pode sentir individualmente em sua experiência própria com Deus, ainda que sofra doenças, perseguições, injustiças, difamações. É a possibilidade real de agradecer ao Senhor por tudo apesar de tudo não ser exatamente como gostaríamos que fosse. Não é inexistência de guerras, mas é força para sobreviver às guerras.

O apóstolo Paulo resume esse aspecto, ao dizer que “e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7). A paz de Deus supera a compreensão humana. Produz mudanças, só que mudanças individuais, provavelmente não globais como alguns podem supor. Mas é muito mais eficaz. A paz que alguém sente proveniente de Deus é capaz de fazer a diferença total no seu ambiente de trabalho, na sua família, entre os amigos, entre as pessoas que a rodeiam. É uma multiplicação silenciosa, sem o alarde da pompa de uma entrega do prêmio Nobel, mas cujos efeitos são duradouros e sólidos. Essa paz não se resume a um prêmio dado por homens. É fruto de um prêmio maior que Deus espera dar aos que se mantêm fiéis a Ele durante a eternidade.

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Lotação não esgotada

Acabo de ler a notícia que já foram vendidos todos os bilhetes para o concerto que os U2 efetuarão na cidade de Coimbra, no próximo dia 2 de outubro de 2010. Foram 42.000 ingressos cujos preços variavam entre os 32,00€ e os 260,00€.

Para os interessados, recordo que os ingressos com destino à eternidade não estão ainda esgotados, sendo garantida a venda a todos os interessados. O custo é de 0,00€ para o comprador, tendo sido as despesas pagas por um carpinteiro galileu, há 2.000 anos. A data do evento não é conhecida, por isso é melhor estar preparado como se fosse hoje!

'Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite' (Isaías 55:1).

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17 Outubro 2009

Missão e perseguição

Em conversa com alguns irmãos que participaram na recente Convenção de Colportores Evangelistas que decorreu na Áustria, contaram-me acerca do trabalho que vem sendo desenvolvido por estes missionários no Cazaquistão, uma antiga república soviética.

Contaram-me que naquele país existe perseguição religiosa, ainda que não declarada e assumida. Num país dominado por 47% de muçulmanos e 44% de ortodoxos russos, os cerca de 2% de protestantes atravessam algumas dificuldades na sua prática religiosa. E entre os exemplos que me falaram dos testemunhos apresentados, uma simples ideia ficou na minha mente.

Dizem que lá, os colportores têm tarefa extremamente difícil. Tanto assim é que, todas as semanas, há um colportor que sai para o trabalho, e não volta mais... Não mais se lhe descobre o paradeiro, nenhum rasto lhe é possível detetar...

Mas, e isto foi o que mais me fez refletir, por cada um que desaparece, outro surge e lhe toma o lugar!

Tenho visto que as facilidades e comodidades da vida moderna, em particular nos países ditos desenvolvidos e industrializados, são mais vezes obstáculo do que ajuda à propagação do evangelho eterno. Se de provas precisasse, remeteria o leitor para as estatísticas de crescimento da Igreja a nível mundial, comparando o que acontece na América do Norte na Europa e na Austrália, com o que se passa em África, sul da Àsia e América Latina.

Creio que, em meio às bênçãos de paz e segurança que, em alguns lugares do mundo, vamos usufruindo, estamos a falhar no aferir de uma realidade que nos engana e desvia as atenções daquele que deveria ser o foco maior da nossa vida.

Não me restam dúvidas que quando há perseguição e dificuldades, por vezes enormes, esse é, por si, um bom indicador de que a missão está a ser fielmente cumprida e desempenhada pelos servos que Deus coloca nesse lugar. Fomos instruídos de que onde a mensagem de Deus estiver a ser proclamada levando povos a se voltarem para o Senhor, aí haverá perseguição; não poderei, então, concluir o inverso quando tudo parece demasiado em ordem?

Um erro que podemos cometer é confundir a ideia exposta no parágrafo anterior com a de liberdade religiosa, essa conquista pela qual milhares lutaram e deram a vida. Porque a existência de liberdade religiosa não implica que a perseguição à igreja seja um dado com o qual não nos defrontaremos.

Se quando pensámos em perseguição nos vem à mente a cruel espada apontada a qualquer fiel, saiba que formas muitos mais subtis de subversão das liberdades (ou, no mínimo, tentativas) podem existir. Veja este exemplos:
a) um pai que não autoriza a sua filha a frequentar a igreja;
b) um patrão que força os seus empregados a trabalharem ao Sábado;
c) uma autoridade civil que discrimina uma pessoa devido à sua crença religiosa.

No entanto, é indesmentível, pela própria História universal, que sempre que oposição se levanta, quer a tal subtil quer violenta, nunca o processo da missão evangélica é parado, bem pelo contrário. Um imperador romano chegou a admitir que o sangue dos mártires era como semente, pois muitos mais apareciam a tomar-lhes o lugar.

E o que constatamos acontecer quando há o tal conforto e segurança na sociedade em que vivemos? Bom, penso que caímos na rede ardilosa de nos acomodarmos à situação, agindo como se tudo estivesse bem e nada houvesse a temer ou fazer (cuidado: este procedimento leviano é típico de quem é apanhado desprevenido e não preparado quando algo se abate!). E assim, continuamos a lidar no dia-a-dia com a mesma tranquilidade e negligência, deixando que, lentamente, o sentido de missão se enfraqueça, até se tornar uma luz pouco visível... Algo raríssimo de acontecer quando há perseguição!

Lembre-se: em termos de cristianismo, na perspetiva da missão, estagnação é sinónimo de retrocesso!

Devemos manter-nos vigilantes para que as aparências do mundo que nos rodeia não nos ofusquem a visão, e nos levem a perder de vista a missão que Deus entrega a cada Adventista do Sétimo Dia!

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16 Outubro 2009

10% dos portugueses já leram a Bíblia toda

O jornal Público divulgou os resultados de um estudo inédito para avaliar quem são os leitores da Bíblia Sagrada em Portugal, promovido pela Sociedade Bíblica Portuguesa.

Fiquei espantado com algumas conclusões que, pela vasta amostra recolhida, me parecem de todo fiáveis. Um exemplo foi o apuramento de 35% de ateus e 65% de agnósticos que lêem a Bíblia (pensa eu que seriam bastante menos). Não supreendentemente, 100% dos inquiridos protestantes, evangélicos e testemunhas de Jeová (este grupo representa 1% da população portuguesa) declararam-se fiéis leitores das Escrituras.

Leia de seguida o artigo que reproduzo, e veja este quadro de apoio.

'Estudo inédito identifica quem lê a Bíblia e porque o faz. Católicos não-praticantes, ateus e agnósticos são quem menos lê.

A maior parte dos portugueses já leu a Bíblia - toda ou em partes - mas os católicos não-praticantes e os ateus e agnósticos são os que menos lêem o texto sagrado de judeus e cristãos. As conclusões constam de um estudo encomendado pela Sociedade Bíblica Portuguesa (SBP), editora que se dedica ao estudo e difusão da Bíblia, à Novadir, empresa do grupo Marktest.

Se aquelas três categorias sócio-religiosas estão juntas neste índice de leitura, há mesmo assim uma diferença substancial: são 37 por cento os católicos não-praticantes e 36 por cento os agnósticos que não lêem a Bíblia, enquanto no caso dos que se definem como ateus (10 por cento dos inquiridos) esse número sobe para os 65 por cento.

Numa outra resposta, entre os que nunca leram, apenas 17 por cento dizem que não o irão fazer em nenhuma circunstância. O que pode indiciar algum preconceito contra o texto, nota Alfredo Abreu, responsável da Sociedade Bíblica e da apresentação do estudo, feita ontem em Lisboa.

Entre quem diz que lê a Bíblia (71 por cento dos inquiridos), há 9,7 por cento de pessoas que dizem já ter lido todo o texto. As mulheres (74 por cento) fazem-no mais que os homens (67). E em termos religiosos, os protestantes/evangélicos e as testemunhas de Jeová são os que mais lêem o texto: todos dizem que o fazem. Na categoria dos católicos praticantes, 83 por cento dizem que lêem a Bíblia.

Protestantes/evangélicos e testemunhas de Jeová representam apenas 2,3 por cento da população. Mas são também eles que lideram quando se pergunta quem tem uma Bíblia em casa: 93 por cento dos protestantes e evangélicos, 100 por cento entre as testemunhas de Jeová.

A sondagem identificou 86 por cento da população como católica, metade da qual não-praticante, número que coincide com outros estudos recentes.

Esquecimentos?

Apesar dos números, é provável que nem toda a gente tenha identificado outras ocasiões em que lê ou ouve ler a Bíblia. Perguntados sobre locais em que lêem, só 14,7 por cento das pessoas diz que o faz na igreja ou em lugares de culto. Mas quer na missa católica, quer nos cultos protestantes e evangélicos ou ainda nas assembleias das testemunhas de Jeová são sempre lidas várias passagens bíblicas. Um esquecimento?

"Provavelmente, as pessoas não identificam o facto de ouvir ler o texto em voz alta na missa ou no culto como leitura da Bíblia", adianta Alfredo Abreu. A casa (79 por cento) é o local onde as pessoas mais lêem a Bíblia. A seguir, muito longe, está a catequese (18 por cento).

Quanto ao ritmo de leitura, a maior parte (56 por cento) das pessoas que lê só o faz ocasionalmente, enquanto sete por cento lê o texto todos os dias. E há quem diga que não lê a Bíblia por falta de tempo (19 por cento entre os que nunca leram).

Meio milhão

Os responsáveis da Sociedade Bíblica querem agora que os números deste inquérito, o primeiro do género em Portugal, possam ser trabalhados e cruzados nas diferentes variantes. Até porque verificam, pelas iniciativas que têm promovido nos últimos anos em Portugal, que há um interesse à volta da Bíblia que talvez nunca tenha existido no país.

Na Bíblia Manuscrita, iniciativa que em 2004 pôs cem mil portugueses a copiar o texto bíblico à mão, em exposições e em outras iniciativas, a editora calcula em cerca de meio milhão o número de pessoas envolvidas. Mais de 60 concelhos, cerca de 400 escolas, além de bibliotecas públicas, hospitais e três dezenas de autarquias colaboraram ou pediram à Sociedade Bíblica a organização de iniciativas relacionadas com a Bíblia. Na maior parte dos casos, trata-se mesmo de entidades não-religiosas, diz Alfredo Abreu.

O responsável da editora dá alguns exemplos: em Portugal, a SBP calcula em cerca de 100 mil exemplares da Bíblia vendidos anualmente, nas diferentes edições existentes. Só as Sociedades Bíblicas Unidas vendem 400 a 500 milhões de bíblias por ano, em todo o mundo. E o site Bible Gateway, um dos mais conhecidos na utilização da Bíblia e onde podem ser consultadas muitas versões e traduções diferentes, tem oito milhões de visitas por mês.

O inquérito da Novadir foi realizado entre 28 de Agosto e 13 de Outubro do ano passado. A amostra é constituída por 1618 indivíduos, com idades compreendidas entre os 15 e os 75 anos, que representam a população de Portugal continental e que foram inquiridos por entrevista pessoal ou telefone.'

Fonte: Público

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13 Outubro 2009

Deus conduz a Sua igreja

Testemunho do Pastor Daniel Vicente (Igrejas de Salvaterra e Benavente, Portugal; ex-Tesoureiro da UPASD)

Era quase pôr do Sol. Sentia-me feliz pelo Sábado vivido e agradecia a Deus a oportunidade que me tinha dado de viver mais um Sábado ao Seu serviço. Já me encontrava no bairro onde vivo, quando o telemóvel tocou. Ao ouvir uma voz que se expressava em espanhol, o meu coração pareceu ficar maior do que a caixa. “O Joel está bem!” Quando alguém nos diz que o nosso filho está bem, normalmente significa o oposto. O Joel tinha sofrido um acidente, enquanto se deslocava do local onde se tinha realizado uma Escola Sabatina e Culto especial, comemorativos dos 110 anos de implantação do Colégio Adventista del Plata, actual Universidade Adventista del Plata (UAP), para o refeitório da mesma Universidade

Uma moto tinha vindo contra ele fraturando os dois ossos longos de ambas as pernas. Ainda naquela noite, tivemos a oportunidade de falar por voip com o Joel. Era a voz do nosso Joel e não a voz de alguém que tinha as duas pernas partidas, o que nos serenou e tranquilizou. Só pedia que orássemos para que não tivesse dores.

No dia seguinte conseguimos, de forma “quase” milagrosa, as passagens para irmos ter com ele. Chegaríamos logo após a operação e com um pouco de sorte até antes disso. Ligámos ao Joel, dando-lhe a certeza de que iríamos estar ao seu lado assim que ele despertasse da operação. Deus tinha providenciado para que os últimos dois bilhetes do avião que nos conduziria a Roma estivessem disponíveis para nós 1,30h antes da sua partida. O Senhor estava a dirigir, no meio de toda aquela tragédia, todas as coisas.

Quando chegámos a Buenos Aires, o telemóvel tocou. Era a mesma voz que nos tinha comunicado a notícia no dia anterior. Mais uma vez, o meu coração começou a bater acelerado. As coisas tinham-se complicado desde o dia anterior. Tínhamos dois professores à nossa espera no aeroporto. Viajaram durante toda a noite, para nos conduzirem de imediato ao sanatório. Aquela foi a viagem mais difícil que já fiz na minha vida e os 600km mais longos de que tenho memória.

A Prova...

A nossa confiança de que Deus estava ao leme de todas as coisas era absoluta, mas o nosso coração vacilava e doía. A angústia de alma era tremenda. Em alguns momentos daquela viagem, tive uma sensação estranha de que não iria encontrar o meu filho com vida, e sempre que o meu telemóvel ou o de um dos professores tocava, as minhas forças esvaíam-se.

Chegados ao sanatório, fomos convidados a falar com o médico assistente antes de passarmos a ver o Joel. Percebemos claramente que a situação era muito delicada. Não nos podiam dar qualquer esperança. Uma embolia gorda impossibilitava o Joel de respirar por si. Encontrava-se sedado, ventilado e monitorizado. Infelizmente já tinha tido ocasião de ver cenas semelhantes, mas naquele momento era o meu filho que estava ali, e isso fazia uma grande diferença. A menos que o Senhor tivesse planos de vida para o Joel, não poderíamos contar com a ciência médica. Nada mais podiam fazer do que aquilo que já tinha sido feito.

Deus continuava a dirigir, no meio daquela tremenda tempestade pela qual estávamos a passar. Durante oito longos dias, pudemos ver a bênção de Deus, ao rodear-nos de tantos amigos, a nós seus pais, ao Joel, à sua irmã, à sua noiva e pais. Os momentos de intercessão foram muitos na UAP e em todos os continentes. De muitos países vinham mensagens do povo de Deus a orar e a interceder pelo Joel e por nós. Foram momentos que nos aproximaram do Senhor como nunca, enquanto família de sangue e família espiritual. Deus estava a levar-nos nas Suas mãos em meio àqueles momentos de angústia. Lembrava as palavras do salmista: “Na minha angústia clamei ao Senhor e Ele me ouviu” (Salmo 120:1).

Deus não estava surdo, ainda que olhar para o Joel, sem dar qualquer sinal de si, nos causasse um tremendo sofrimento. Queríamos tanto ouvir uma palavra, talvez um apertar de mão em resposta às nossas palavras de encorajamento e conforto, mas nada. Era o silêncio e a distância mais absoluta, tanto quanto podíamos entender.

O Amor de Deus

Pensei então, nas muitas vezes que Deus me tinha falado em meio ao meu coma induzido pela minha natureza pecaminosa. Ele tinha falado comigo nesses momentos e esperava de mim uma resposta. No entanto, a minha falta de reação tinha sido muito semelhante à que estava a experimentar por parte do meu querido filho, embora, no seu caso, ele não pudesse reagir de outra maneira, pois os sedativos não lho permitiam. Disse então para mim mesmo: “Senhor! Se é assim que Te sentes, como eu me estou a sentir neste momento, não quero nunca mais ficar em silêncio em relação aos Teus estímulos para que saia dos meus comas espirituais. Por favor, ajuda-me a cumprir este meu propósito.”

Aquela noite de Sábado foi tremendamente difícil para todos nós. Quando o capelão do sanatório nos levou, como fazia cada noite, junto do Joel para lhe darmos as boas-noites e nos despedirmos dele com uma oração, apercebemo-nos de que o Joel estava pior do que nos dias anteriores. Durante a tarde daquele dia de Sábado tinha tido uma paragem cardíaca, e agora, ao chegarmos junto da sua cama, podíamos ver que o seu rosto estava mais apagado e distante do que nunca.

Orámos para que o Senhor actuasse de acordo com os planos que Ele sabia ter para o Joel, e saímos um tanto mudos e calados por dentro e por fora até aos nossos quartos.

Ainda não me tinha deitado quando o telemóvel tocou. Eu não precisava que alguém me dissesse mais nada. Sabia perfeitamente o que a voz do outro lado me ia dizer, mas eu não queria ouvi-lo. Mas tive de ouvir. O Joel tinha sofrido outra paragem cardio-respiratória e descansava no Senhor.

Seguir em frente

Propus no meu coração, diante de Deus, no meio da grande confusão que se estava a gerar na minha cabeça, que O serviria ainda com mais afinco e dedicação do que nunca e que Ele me mostrasse o caminho por onde ir. Queria muito deixar-me usar e ser usado pelo Senhor, não mais à minha, mas à Sua maneira, ao Seu serviço. Sabia que Ele estava a dirigir todas as coisas, mesmo se a perturbação era muita, e eu não queria ser impedimento para que o Senhor dirigisse tudo. A Sua obra redentora continuava, e eu tinha de ser forte e prosseguir no posto do dever onde o Senhor, por Sua graça, me havia colocado.

Acreditava plenamente que o Senhor me queria na Tesouraria da UPASD e seria aí que Ele me daria forças para continuar no posto do dever. Coloquei todas as minhas energias, forças, ainda que poucas, e empenho para prosseguir, a fim de que tudo resultasse bem.

Depois de vinte dias fora do escritório, houve muito em que me envolver após a morte do Joel. Parecia que o muito trabalho, envolvimento e responsabilidades, estavam a ajudar-me a vencer. Mas algum tempo depois, comecei a verificar que era esforço humano e humana vontade de vencer tudo aquilo porque tinha passado e estava a passar. Quando chegava a casa, não queria falar do que tinha acontecido. Se a Ana (n.d.r.: esposa do Pr. Vicente) falava comigo sobre o seu desgosto e sofrimento, eu não queria ouvir. Ia mais cedo para a cama para não ter de conversar sobre o assunto.

O tempo passou. Passou um mês, dois, três. Deus tinha-me ajudado a chegar onde Ele sabia ser possível voltar a falar comigo sobre o que se estava a passar. Grande, tremendo e misericordioso é o nosso bom Deus! Começou por me dar a consciência de que algo não estava bem comigo. Quando orava ou lia as Escrituras, tudo parecia indicar o contrário daquilo em que eu queria com todas as forças acreditar. No meu interior eu dizia: “Está tudo bem! Estou a superar isto”, mas na oração e meditação da Palavra, tudo parecia dizer: “Está tudo mal! Este não é o caminho.”

Quando Deus diz “Basta!”

Todo o trabalho desenvolvido no escritório era feito com um tremendo esforço e parecia improdutivo. Por mais zelo e cuidado que pusesse no que fazia, era tremendamente difícil alcançar os objetivos propostos. Via a preocupação no rosto dos meus colegas nos escritórios da UPASD, mas fingia que não entendia. Eu tinha de ser forte e seguir em frente. Deus queria que assim fosse, pensava eu.

Finalmente, o Espírito Santo pôde começar a falar, quando encontrou espaço no meio da dor que eu fingia não existir: “Daniel, esta obra é Minha! Eu não requeri de ti o esforço que estás a fazer. Sei que o fazes pensando que estás a responder à Minha direção, mas não é isso que Eu estou, neste momento, a pedir de ti.”

Através da “Parábola dos Talentos” (Mateus 25:14-30), pude perceber como o senhor da parábola tinha proferido a mesma bênção sobre o servo que tinha granjeado dois talentos, como sobre o que tinha granjeado cinco. Ao longo dos últimos sete anos, Deus tinha-me dado a possibilidade de desenvolver um bom número de talentos, digamos faculdades, que agora não estavam mais à minha disposição. Ele não me exigia mais que, perante as circunstâncias que humanamente estava a viver, tivesse de assumir tão grande responsabilidade como cinco talentos. Agora o Senhor estava a colocar uma menor quantidade de responsabilidade (dois talentos, possivelmente), mas a bênção pelo serviço que viesse a prestar, ao Seu serviço, para honra e glória de Deus, seria a mesma.

Não foi uma decisão fácil. Mas seria menos responsável da minha parte se a não tivesse tomado. O espaço que o drama sofrido ainda estava a ocupar na minha mente era demasiado grande para que continuasse a assumir as responsabilidades da Tesouraria da UPASD.

Acabei por renunciar àquelas responsabilidades, com a convicção de que o Senhor tinha estado sempre ao meu lado durante os últimos sete anos. Não teria sido possível desenvolver o trabalho que foi desenvolvido sem a Sua direção e cuidado pessoal. Quanto estou grato ao Senhor! Procurei dar sempre o meu melhor com a ajuda de Deus. Infelizmente, por limitações diversas, nem sempre o consegui, pelo que peço perdão a Deus por isso, e a todos aqueles que possa ter afectado ou desiludido.

Muito obrigado...

Por quanto o Senhor me ensinou: desde uma maior visão da Sua obra em Portugal e no mundo, o entender das limitações, minhas e de outros irmãos que, como eu, lutam cada dia para vencer em Cristo e igualmente da necessidade que todo o ser humano tem de ser ouvido e de que o ouça, o meu reconhecimento profundo ao nosso grande e tremendo Deus.

Desejo ainda deixar aqui uma palavra à Igreja Adventista em Portugal. Durante estes anos na Administração da UPASD, pude compreender como nunca, que aqueles que estão à frente da obra de Deus como dirigentes o estão de coração e ali permanecerão, até que o Senhor veja que isso é o melhor para essa mesma obra. Muitas vezes, pelo conhecimento geral que adquirem dos diferentes matizes dessa causa, têm de tomar as mais diversas decisões, que nem sempre são bem compreendidas pelas partes. Mas se todos tivessem a visão geral que aqueles foram tendo, não deixariam de compreender que não se poderia chegar a outra posição. Sempre os ouvi e vi procurarem e buscarem os mais amplos e variados conselhos, a apresentarem e ouvirem os seus conselheiros, representantes da Igreja nacional escolhidos em Assembleia Geral, os quais formam o Conselho Director da UPASD.

Ao sair, e agora não serei entendido como defensor em causa própria, posso compreender e entender melhor ainda algumas das afirmações de Ellen G. White, no livro Actos dos Apóstolos, sobre o início do trabalho de Paulo e Barnabé enquanto dirigentes da Igreja, após a sua ordenação (Actos 13). Como bem sabemos, a designação especial de Paulo e Barnabé, através de ordenação da Igreja, não foi pacífica. Alguns membros discordaram desta designação e manifestaram o seu desagrado pela opção maioritária da Igreja.

É neste enquadramento que Ellen White escreve o seguinte: “Deus fez da Sua Igreja na Terra um meio de irradiar a luz, e, por seu intermédio, comunica os Seus planos e a Sua vontade. Ele não dá a nenhum dos Seus servos uma experiência independente da experiência da própria Igreja, ou que seja contrária. Nem dá a um homem um conhecimento da Sua vontade para toda a Igreja, enquanto esta – o corpo de Cristo – é deixada em trevas. (…)

Sempre tem havido na Igreja aqueles que estão constantemente inclinados a ser individualmente independentes. Parece que são incapazes de compreender que a independência de espírito é suscetível de levar o instrumento humano a ter demasiada confiança em si mesmo e no seu próprio raciocínio, em vez de respeitar o conselho e de dar grande valor à maneira de julgar dos seus irmãos, especialmente dos que ocupam cargos designados por Deus para guiarem o Seu povo. (...)

Quando qualquer obreiro na causa do Senhor os ignora e pensa que a luz que recebe não lhe advém através de nenhum outro instrumento mas directamente de Deus, é assumir uma atitude que o predispõe a ser iludido pelo inimigo, e vencido” (edição P. Servir, 2008, pp. 118, 119).

Deus Dirige...

Que Deus nos conduza em unidade, no sentido de fazermos sempre todos os esforços para que a mensagem de esperança, confiança e salvação que temos a levar ao mundo possa ser levada em subordinação ao Espírito Santo e à Sua vontade.

De forma sábia, o Senhor determinou que, através da íntima relação mantida por todos os crentes, cristão esteja unido a cristão, igreja a igreja. Dessa forma, o instrumento humano estará capacitado para cooperar com o instrumento divino. Cada agente estará subordinado ao Espírito Santo, e todos os crentes estarão unidos num esforço organizado e bem dirigido para dar ao mundo as alegres novas da graça de Deus” (Idem, p. 119).

Não posso deixar de continuar a acreditar que Deus conduz e continuará a conduzir a Sua Igreja. Deixemo-nos igualmente conduzir por Ele através dela.

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12 Outubro 2009

Aviso de artigo especial

É inédito neste espaço, mas julgo que se justifica: quero chamar a atenção do leitor para um artigo que será publicado amanhã.

O Pastor Daniel Vicente é o ministro Adventista responsável pelas Igrejas Adventistas do Sétimo Dia de Salvaterra e Benavente, em Portugal. Desde 2002 e até há bem pouco tempo, desempenhou as funções de Tesoureiro na União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia.

Alguns meses atrás, o Pastor Vicente e família foram atingidos por um trágico acontecimento: a perda de um filho, Joel Vicente.

O Pastor Vicente escreveu um poderoso e inspirador testemunho a propósito do sucedido e das semanas que entretanto se passaram, que foi publicado na edição de outubro da Revista Adventista portuguesa. Com sua autorização, essas palavras serão publicadas amanhã, neste blogue.

Estou seguro que os leitores irão beneficiar grandemente com o testemunho intitulado 'Deus conduz a Sua igreja', que, em meio a um drama que não podemos explicar por palavras humanas, demonstra uma confiança e certeza num Deus que se move bem acima das circunstâncias humanas.

Não perca a leitura! Amanhã, a partir das 8:00h, minha hora local.

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09 Outubro 2009

Prémio Nobel da Paz 2009 - Barack Obama


O presidente americano Barack Obama acaba de ser distinguido com o Prémio Nobel da Paz 2009.

Ainda antes de qualquer reflexão prolongada, pergunto: uma figura com tão pouco tempo de ação na cena mundial, é merecedora de tão elevada distinção...?

O que me parece indiscutível é o consenso generalizado que por todas as partes se assume e aceita na nova liderança americana.

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Casamento vs. união de fato

A Igreja Católica portuguesa manifestou a sua preocupação pelo fato do número de casamentos religiosos ter vindo drasticamente a diminuir ao longo dos últimos anos. Pelos vistos, as chamadas uniões de fato estão a ganhar terreno à sagrada união matrimonial no que ao estabelecimento de vida conjunta diz respeito.

Independentemente do credo religioso que se professe, o casamento é, por definição, uma cerimónia religiosa (não deveria ser apenas uma cerimónia, mas enfim...). Em algumas culturas e tradições, decorre mesmo durante vários dias. Noutras, um dia de festa e celebração é o suficiente para cumprir com o ritual que busca uma bênção acima do ser humano para essa união.

Como disse, as uniões de fato têm vindo, gradual e consecutivamente a ganhar novos adeptos. Veja-se que décadas atrás, nem sequer existia esta expressão para designar uma vivência conjunta de duas pessoas, como se fossem casadas, mas sem o serem oficialmente. E, em breve, o governo português irá consagrar novamente este conceito na legislação, prevendo para os casais que vivem nestas circunstâncias, os mesmos benefícios fiscais que desfrutam aqueles casados em cerimónias religiosas e civis oficiais.

Se só agora a sociedade parece absorver este novo estilo de vida, desde há muito que ele vem sendo proposto em filmes e séries de televisão e cinema. Passou-se a mensagem, já bem assimilada, que é bem mais fácil e cómodo simplesmente juntar-se a alguém para fazer vida de casado, do que assumir um compromisso tão antigo quanto a humanidade, no qual cada um dos elementos aceita uma responsabilidade para com o outro, mas também para com Deus.

Assim sendo, já conseguiu perceber bem qual é a única coisa que realmente muda?...

Veja bem. Os casais que vivem em união de fato, mantém uma vida comum, partilham rendimentos e despesas, assumem juntos as tarefas diárias, mantém intimidade sexual, geram e criam filhos, relacionam-se com amigos e familiares, etc.; aquilo que deixa de existir é mesmo a bênção de Deus numa instituição por Ele próprio criada! Este é o único fator que é eliminado da questão!

Mais ainda, o novo modelo parece trazer mais vantagens segundos os modernos (e corruptos, digo eu) parâmetros da sociedade atual: não há necessidade de um vínculo responsável que seria imposto por um casamento conforme desde sempre o conhecemos; se as coisas não correrem tão bem quanto o desejado - é incrível como hoje já partimos dessa possibilidade, diria mesmo princípio... - será relativamente mais confortável cada um seguir o seu rumo na busca de uma nova relação, como se nada se tivesse passado...

Com tudo isto, fragiliza-se aquela que foi a base da sociedade, assim determinada pelo Criador.

Repare bem, caro leitor: antes do Sábado, o casamento foi a última criação de Deus para benefício da humanidade. Reforçando a ideia, a mulher foi criada para benefício do homem; mas o casamento foi a última coisa, antes do Sábado, criada para benefício de ambos!

Depois, entre outras coisas, ficamos admirados ao ver como crianças e jovens têm comportamentos tão desregulados e incompreensíveis... Ora, se os propósitos iniciais que governavam a feliz e completa existência do homem têm vindo a ser cada vez mais deturpados como consequência do seu afastamento de Deus, poder-se-ia esperar outra coisa?...

I João 2:15 diz 'não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele'. Aqui está um bom conselho sobre este assunto.

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08 Outubro 2009

A fragilidade deste mundo

Na semana passada, um tsunami atingiu algumas ilhas do Oceano Pacífico, especialmente Samoa e Samoa Americana. À semelhança do acontecimento em dezembro de 2004, este numa escala muito maior, de um momento para o outro, tudo mudou, tudo ficou diferente.

Fez-me pensar o quão frágil é a vida neste mundo. Quando por vezes podemos pensar que está tudo bem, em poucos minutos surge um caos do qual, por vezes, nunca mais recuperamos.

Veja esta reportagem da TV Globo a propósito de dois brasileiros, residentes em Sydney, Austrália, que estavam no mar samoano no momento em que se deu o fenómeno.


A cada segundo temos a oportunidade de fazer escolhas, tomar decisões. Mas nunca sabemos se daqui a alguns minutos ainda o poderemos fazer...

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